EUA intensificam bloqueio marítimo e tentam apreender petroleiro Russo ligado à Venezuela
As forças americanas avançaram nesta quarta-feira em uma operação para capturar um petroleiro de bandeira russa suspeito de transportar petróleo venezuelano em violação às sanções impostas por Washington.
A ação ocorre no Atlântico e integra a estratégia de bloqueio marítimo anunciada pelo presidente Donald Trump após a captura de Nicolás Maduro.
Fontes do governo dos EUA confirmaram à imprensa que a Guarda Costeira e unidades navais estão monitorando e tentando abordar a embarcação, que faz parte da chamada “frota fantasma” – navios que operam de forma clandestina para burlar restrições internacionais.
O petroleiro, anteriormente registrado sob outras bandeiras, mudou recentemente para a Rússia em tentativa de proteção diplomática.
A operação ganhou complexidade após Moscou enviar apoio naval à região, incluindo um submarino, para acompanhar o navio.
Autoridades americanas avaliam que a apreensão pode configurar um confronto indireto com o Kremlin, que já apresentou protesto formal contra a perseguição.
Paralelamente, a Guarda Costeira interceptou com sucesso outro petroleiro, o M Sophia (registrado no Panamá mas navegando sob falsa bandeira de Camarões), no Mar do Caribe.
A embarcação carregava cerca de 2 milhões de barris de petróleo bruto venezuelano e está sendo escoltada para território americano.
As medidas reforçam o controle exclusivo que os EUA buscam exercer sobre a produção petrolífera venezuelana, exigindo parceria única com empresas americanas e o rompimento de laços com Rússia, China, Irã e Cuba.
Trump anunciou que os recursos das vendas iniciais de 30 a 50 milhões de barris serão gerenciados diretamente por ele em benefício dos povos americano e venezuelano.
Analistas internacionais alertam para o risco de escalada de tensões no setor energético global, com possíveis impactos nos preços do petróleo e nas rotas comerciais.
A Rússia classificou a ação como “pirataria moderna” e prometeu defender seus interesses.
O bloqueio marítimo é visto como extensão da política externa assertiva de Trump na América Latina, com foco em excluir influências adversárias da região.


















