O Cartel dos Sóis já tem 600 alvos completamente mapeados e identificados: instalações, operações e pessoas específicas. Quem insistir em permanecer ao lado ou em associação com esses alvos terá, sem qualquer exceção, o mesmo fim reservado a esses chefes terroristas.
O Cartel dos Sóis (também conhecido em alguns círculos como “Cartel del Sol” ou “Los Soles”) não é uma organização criminosa comum. Trata-se de uma estrutura profundamente entranhada no alto escalão do regime chavista na Venezuela, composta por generais, ministros, governadores e até parlamentares que utilizam o poder do Estado para traficar toneladas de cocaína para os Estados Unidos, Europa e Ásia. O nome vem do sol dourado e das estrelas douradas presentes nos distintivos de alta patente das Forças Armadas venezuelanas – um símbolo que, ironicamente, foi sequestrado para batizar uma das mais letais máquinas de narcoterrorismo do continente.
Desde pelo menos 2005, quando Hugo Chávez expulsou a DEA dos Estados Unidos da Venezuela, o Cartel dos Sóis passou a operar com impunidade quase total. Investigação após investigação – do Departamento de Justiça americano, da DEA, do Tesouro (OFAC) e até de tribunais espanhóis e italianos – acumularam provas de que o próprio Nicolás Maduro, Diosdado Cabello, Tareck El Aissami (ex-vice-presidente), o general Vladimir Padrino López (ministro da Defesa) e dezenas de outros altos funcionários são os verdadeiros donos do negócio. Eles não são apenas “corruptos que recebem propina”; eles são os chefes operacionais que decidem rotas, compram pilotos, subornam autoridades em portos do Caribe e lavam centenas de milhões de dólares por meio de ouro ilegal, petróleo e criptomoedas.
Os números impressionam e assustam ao mesmo tempo:
-Estima-se que entre 200 e 300 toneladas de cocaína pura saiam anualmente da Venezuela com proteção oficial.
-Em 2024, os Estados Unidos ofereceram US$ 15 milhões por Maduro e US$ 10 milhões por Cabello – as maiores recompensas já oferecidas por narcotraficantes na história.
-Mais de 70 altos funcionários venezuelanos estão atualmente indiciados ou sancionados por narcoterrorismo.
Por que Trump quer acabar com o Cartel dos Sóis?
Segurança nacional americana
A maior parte da cocaína que entra nos EUA passa pela Venezuela. Enquanto o Cartel dos Sóis existir, o fluxo de drogas e de overdoses de fentanil (muitas vezes misturado à cocaína venezuelana) continuará matando dezenas de milhares de americanos todos os anos.
Combate ao narcoterrorismo
Trump já classificou oficialmente o Cartel dos Sóis como organização terrorista estrangeira em 2020, equiparável ao Hezbollah ou ao ISIS no que diz respeito ao financiamento via drogas. Para ele, não basta prender traficantes de rua; é preciso decapitar a cabeça política e militar que protege o esquema.
Pressão máxima sobre o regime Maduro
Durante seu primeiro mandato, Trump aplicou a política de “máxima pressão”: sanções pessoais, embargo petrolífero, reconhecimento de Juan Guaidó, congelamento de bilhões em ativos. Resultado: o regime ficou asfixiado financeiramente. O Cartel dos Sóis é a última grande fonte de renda ilícita que mantém Maduro respirando. Cortar isso é cortar o oxigênio do chavismo.
Mensagem para América Latina e para o mundo
Acabar com o primeiro narco-Estado da história moderna enviaria um recado cristalino: nenhum país, por mais ideologicamente alinhado que esteja com China, Rússia ou Irã, terá salvo-conduto para inundar o mundo com drogas enquanto se protege atrás da “soberania”.
O que Trump já sinalizou que fará em 2025-2029
-Reativação total da Força-Tarefa Conjunta Interagências no sul da Flórida focada exclusivamente na Venezuela.
-Ampliação das recompensas e criação de um “bounty program” privado para informações que levem à captura ou neutralização dos 600 alvos já identificados.
-Uso potencial de operações especiais (seja por forças americanas ou por parceiros regionais) para capturar ou eliminar líderes do cartel que estejam em território venezuelano ou em países aliados.
-Pressão diplomática e econômica brutal sobre República Dominicana, Trinidad e Tobago, Panamá e outros pontos de transbordo usados pelo cartel.
Para Trump, não existe mais meio-termo: ou o Cartel dos Sóis desaparece, ou os Estados Unidos continuarão sangrando com overdoses, violência de gangs alimentadas por dinheiro venezuelano e instabilidade hemisférica. A mensagem é simples : quem estiver perto dos 600 alvos identificados, seja por ideologia, medo ou ganância, pagará o mesmo preço que os chefes. E, pela primeira vez em duas décadas, há alguém na Casa Branca disposto a cumprir essa promessa sem pedir licença.


















