O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, falou sobre reconstrução da Gran Colombia – o projeto histórico concebido por Simón Bolívar no século XIX – como uma confederação de nações autônomas. Tomar um pedaço do Brasil faz parte deste projeto de Petro.
A proposta, compartilhada em sua conta no X neste sábado (10), sugere que a iniciativa seja decidida diretamente pela população por meio de um voto constituinte, respeitando a soberania e a diversidade de cada país envolvido.

A Gran Colombia original, criada em 1819, abrangia os territórios atuais da Colômbia, Venezuela, Equador e Panamá, antes de se dissolver por diferenças políticas e regionais.
Petro apresentou um mapa histórico da união bolivariana e explicou sua visão contemporânea: uma estrutura integrada, mas sem perda de autonomia nacional, com políticas comuns definidas pelos povos.
“Está es la Gran Colombia, era la idea de Bolívar y propongo por voto constituyente de la población, que la reconstruyamos como una confederación de Naciones autónomas” — escreveu o presidente em publicação no X, que rapidamente gerou debates intensos na região.
Segundo Petro, a confederação permitiria avançar em áreas estratégicas como industrialização, comércio, energias limpas, infraestruturas de alta tecnologia, mobilidade e conectividade, posicionando a região como um “centro do mundo e da América Latina”.
Ele mencionou a criação de instituições supranacionais, como um parlamento grancolombiano, um tribunal de justiça e um conselho de governo, inspirados em modelos como a União Europeia ou o federalismo dos Estados Unidos.
O objetivo seria transformar a área em uma potência do turismo e da conectividade global.
A ideia não é nova: Petro já a defendeu em ocasiões anteriores, como na posse do presidente equatoriano Daniel Noboa em maio de 2025 e na cúpula Celac-União Europeia em novembro passado, onde enfatizou que o processo deve surgir da sociedade civil, com comitês constituintes nos países envolvidos, e não apenas de decisões governamentais.
A proposta gerou reações mistas. Críticos apontam desafios geopolíticos, especialmente com a instabilidade na Venezuela pós-captura de Nicolás Maduro, enquanto apoiadores veem potencial para maior integração latino-americana em meio a crises econômicas e ambientais.
A sugestão surge em um contexto de tensões regionais, incluindo recentes diálogos entre Petro e Donald Trump sobre temas como narcotráfico e energia.
Até o momento, os governos da Venezuela (sob Delcy Rodríguez), Equador e Panamá não se pronunciaram oficialmente sobre a proposta.


















