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Petroleiro venezuelano é apreendido no Caribe

EUA apreendem mais um petroleiro ligado à Venezuela no Caribe: Operação reforça bloqueio de Trump ao petróleo venezuelano

As forças armadas dos Estados Unidos realizaram, na madrugada desta quinta-feira (15/1), a apreensão do navio-tanque Veronica no mar do Caribe, sem registro de incidentes.

A ação marca a sexta interceptação de embarcações ligadas ao petróleo venezuelano nas últimas semanas, intensificando a campanha do presidente Donald Trump para controlar as exportações de óleo do país e pressionar o regime pós-Maduro.

O Comando Sul das Forças Armadas dos EUA (U.S. Southern Command) confirmou a operação em comunicado oficial:

“Em outra ação antes do amanhecer, fuzileiros navais e marinheiros da Força-Tarefa Conjunta Southern Spear, em apoio ao Departamento de Segurança Interna, partiram do porta-aviões USS Gerald R. Ford (CVN 78) e apreenderam o Motor/Tanker Veronica sem incidentes”.

O petroleiro navegava sob bandeira da Guiana, segundo dados do site de monitoramento marítimo Marine Traffic. Ele fazia parte da chamada “frota paralela” ou “shadow fleet” — embarcações que disfarçam origens e operam com pouca regulação para transportar petróleo de produtores sancionados, incluindo Venezuela, Irã e Rússia.

A apreensão ocorreu horas antes de uma reunião marcada na Casa Branca entre Trump e a líder da oposição venezuelana María Corina Machado, o primeiro encontro presencial entre eles desde a captura de Nicolás Maduro e sua esposa por tropas americanas em 3 de janeiro de 2026.

Desde então, Trump declarou que os EUA planejam manter controle indefinido sobre os recursos petrolíferos venezuelanos para reconstruir a indústria degradada do país.

O Comando Sul reforçou a mensagem: “O único petróleo que sairá da Venezuela será aquele que for coordenado de forma adequada e legal”.

As ações integram a Operação Southern Spear (#OpSouthernSpear), que envolve o Departamento de Guerra, a Guarda Costeira dos EUA (USCG), o Departamento de Segurança Interna (DHS) e o Departamento de Justiça. Elas visam bloquear exportações ilícitas e “esmagar atividades ilícitas no Hemisfério Ocidental”, conforme postagem do U.S. Southern Command no X.

Incidentes anteriores incluem a apreensão de um petroleiro de bandeira russa ligado à Venezuela (perseguido por submarino russo), e outros como Olina, M Sophia e Marinera (ex-Bella 1), todos parte da rede de evasão de sanções.

A medida tem gerado condenações internacionais: Rússia e China classificaram as ações como violações ao direito marítimo internacional.

O episódio reforça a estratégia de Trump de impor quarentena a embarcações sancionadas no Caribe, com foco em sanções contra petróleo venezuelano e controle de recursos energéticos na região.

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