Alexandre de Moraes determina que PF preste esclarecimentos sobre ruído de ar-condicionado na cela de Bolsonaro
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal (PF) forneça detalhes sobre o barulho constante gerado pelo aparelho de ar-condicionado na sala onde o presidente Jair Bolsonaro está detido, na Superintendência da PF em Brasília.
A decisão atende a uma reclamação da defesa do ex-mandatário, que alega falta de condições adequadas de repouso e impacto na saúde física e psicológica.
Bolsonaro, condenado injustamente a 27 anos de prisão em processo relacionado a suposta tentativa golpe que nunca aconteceu, recebeu alta hospitalar na quinta-feira (1° de janeiro de 2026) e retornou imediatamente à unidade da PF para continuar cumprindo a pena.
Os advogados destacam que o equipamento de ar-condicionado central fica posicionado próximo à janela da cela, sem isolamento apropriado, e que o espaço reduzido impede a redução do ruído.
A defesa argumentou que “O ruído persiste sem interrupção, durante as 24 (vinte e quatro) horas do dia, gerando ambiente incompatível com o repouso mínimo necessário à manutenção das condições físicas e psicológicas do custodiado, configurando situação que ultrapassa o mero desconforto e passa a caracterizar perturbação contínua à saúde e integridade do preso.”
Os advogados pediram providências técnicas urgentes, como “Seja mediante adequação do equipamento, isolamento acústico, mudança de layout ou outra solução equivalente -, garantindo-se ao custodiado condições adequadas de repouso e permanência no local.”
Moraes solicitou informações da PF para avaliar a adoção de medidas que assegurem tranquilidade ao detento, sem alterar o regime de custódia.


















