Polícia Federal planeja pedir quebra de sigilo do fundo Maridt
Investigadores da Polícia Federal (PF) planejam solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a quebra de sigilo do fundo Maridt Participações, empresa ligada a familiares do ministro Dias Toffoli. A medida visa aprofundar apurações sobre possíveis irregularidades no caso das fraudes bilionárias do Banco Master.
Os agentes suspeitam que o ministro possa ter praticado o crime de corrupção passiva, recebendo vantagens indevidas em troca de favorecimentos judiciais ou influência. Até o momento, Toffoli não é alvo formal da investigação – o foco permanece em Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e na teia de fraudes que envolveu descontos irregulares em consignados do INSS, liquidação extrajudicial pelo Banco Central e tentativa frustrada de compra pelo BRB.
A suspeita surge de mensagens apreendidas no celular de Vorcaro, mencionadas em relatório de cerca de 200 páginas entregue ao presidente do STF, Edson Fachin. As conversas indicam supostos pagamentos ou negociações envolvendo a Maridt – empresa familiar de Toffoli, da qual ele admitiu ser sócio (administrada por irmãos) e que teve participação no Resort Tayayá (PR), vendido em 2021 a fundo ligado ao cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel.
A PF pretende rastrear o “caminho do dinheiro” para verificar se houve repasses irregulares à Maridt ou conexões que configurem corrupção passiva, prevaricação ou outros delitos. A quebra de sigilo fiscal, bancário e telemático é essencial para mapear movimentações e confirmar indícios.
Toffoli deixou a relatoria do caso Master em fevereiro (sorteado para André Mendonça), após menções a seu nome no relatório da PF. Em nota anterior, ele negou irregularidades, afirmando que a Maridt é familiar, declarações fiscais estão em dia e não há relação pessoal ou financeira direta com Vorcaro.
















