PL acusa desfile da Acadêmicos de Niterói de “série de ilícitos eleitorais” em homenagem a Lula e anuncia ação na Justiça Eleitoral
O Partido Liberal (PL), sigla do presidente Jair Bolsonaro, divulgou nota oficial criticando duramente o desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, realizado no domingo (15) na Marquês de Sapucaí, durante o Carnaval do Rio de Janeiro.
A apresentação homenageou o petista Lula da Silva com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, mas incluiu elementos críticos ao ex-presidente Bolsonaro, como alegorias que o retrataram de forma depreciativa (incluindo um palhaço atrás das grades com tornozeleira eletrônica danificada).

O PL classifica o evento como propaganda eleitoral antecipada financiada com recursos públicos (patrocínios de prefeituras, governo estadual e Embratur), alegando desvio de finalidade, conotação eleitoral indevida e interferência da Presidência da República na disputa de 2026.
“O desfile da Acadêmicos de Niterói materializou uma série de ilícitos eleitorais que merecem responsabilização pela Justiça Eleitoral.”
A nota destaca que, em vez de uma narrativa pessoal, a escola promoveu “verdadeiro discurso político de exaltação da imagem do pré-candidato Lula e de inaceitável ataque à imagem de Jair Bolsonaro, presente em diversas alas e alegorias da escola, em claro desvio de finalidade, com inequívoca conotação eleitoral e com a indevida construção da narrativa ‘bem x mal’, que sempre marcou as campanhas eleitorais do Partido dos Trabalhadores.”
O partido menciona agravantes: uso de jingle de campanha conhecido, menção repetida ao número de urna (13), ala com símbolo do PT, exploração de promessas de governo e tratamento depreciativo de opositores. Além disso, cita reportagens que indicam acionamento de empresários pela Presidência para doações à escola e seleção de artistas pelo casal presidencial.
“O quadro é inédito, desafia a jurisprudência do TSE firmada em situações de menor gravidade e ensejará a adoção das providências cabíveis.”
O PL anuncia que adotará medidas junto à Justiça Eleitoral (incluindo o TSE) para responsabilização. A reação se soma a ações já anunciadas por Flávio Bolsonaro (pré-candidato à Presidência pelo PL), Partido Novo (que pedirá inelegibilidade de Lula por abuso de poder) e outros opositores.
O TSE rejeitou previamente pedidos de censura ao desfile (por considerar censura prévia), mas alertou para riscos de ilícitos eleitorais, mantendo processos abertos para análise posterior.


















