Durante a Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial (IA) realizada na Índia, o petista Lula da Silva criticou os avanços desregulados da tecnologia
Em discurso proferido nesta quinta-feira (19 de fevereiro de 2026), Lula destacou a dualidade da IA: enquanto reconhece seu potencial positivo para a sociedade, alertou para os riscos graves associados ao uso irresponsável, como a proliferação de desinformação, discursos de ódio, pornografia infantil, violência contra mulheres e meninas, precarização do trabalho e o emprego de armas autônomas.
“Conteúdos falsos manipulados por IA distorcem processos eleitorais e põem em risco a democracia”, enfatizou o presidente, apontando que a ausência de governança global pode aprofundar desigualdades históricas e concentrar poder em poucas empresas e países.
Lula criticou diretamente o modelo de negócios das grandes plataformas digitais, afirmando que ele se baseia na exploração de dados pessoais, na renúncia ao direito à privacidade e na monetização de conteúdos que incentivam polarização e radicalização política.
Ele propôs que a regulamentação das Big Techs seja coordenada pela Organização das Nações Unidas (ONU), com foco em salvaguardar os direitos humanos, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas nacionais.
“A regulamentação das chamadas Big Techs está ligada ao imperativo de salvaguardar os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas de nossos países”, declarou o chefe do Executivo brasileiro.
A fala ocorre em meio ao evento India AI Impact Summit 2026, que reúne líderes globais, incluindo o presidente francês Emmanuel Macron, e executivos de gigantes como Google, OpenAI e Microsoft.


















