Rumores sobre negociação de acordo judicial para Nicolás Maduro circulam nas redes, mas não há confirmação oficial
Circulam nas redes sociais e em alguns círculos informais alegações de que o ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro, detido pelos Estados Unidos desde o último sábado (3), estaria negociando um acordo com a Justiça americana.
Segundo fontes não identificadas, o pacto envolveria a libertação de sua esposa, Cilia Flores, e uma pena reduzida de 30 anos — da qual cumpriria efetivamente entre 8 e 9 anos — em troca de revelações detalhadas sobre a estrutura do chamado Cartel dos Sóis, organização acusada de narcotráfico e narcoterrorismo.
As informações atribuem a revelação a um coronel do Exército dos EUA, mas até o momento nenhuma autoridade americana ou fonte oficial confirmou a existência de tais negociações.
Maduro e sua esposa compareceram à audiência inicial em um tribunal federal de Manhattan nesta segunda-feira (5), onde ambos se declararam inocentes das acusações de conspiração para narcoterrorismo, importação de cocaína e posse de armas.
Especialistas em direito penal americano destacam que acordos de delação (plea deals) são comuns em casos de grande porte, especialmente quando envolvem figuras de alto perfil com conhecimento de redes criminosas internacionais.
No entanto, promotores federais enfatizam que qualquer negociação dependeria de provas concretas e cooperação substancial do réu.
Adicionalmente, algumas versões dos rumores sugerem que as confissões de Maduro poderiam incluir detalhes sobre uma suposta estrutura internacional de fraude eleitoral envolvendo 72 países, mas essa alegação não possui qualquer respaldo em fontes jornalísticas verificadas ou declarações oficiais.
O caso contra Maduro baseia-se em uma acusação federal de 2020, atualizada recentemente, que o aponta como líder de uma rede de corrupção e tráfico de drogas em parceria com grupos como as FARC e cartéis mexicanos. A próxima audiência está marcada para 17 de março.
A situação permanece em desenvolvimento, e autoridades americanas não comentaram publicamente sobre possíveis acordos.


















