Presidente do México conversa com Trump após ameaças de ataques a cartéis
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, realizou nesta segunda-feira (12) uma ligação telefônica com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para discutir segurança fronteiriça, combate ao narcotráfico e cooperação bilateral.
A conversa ocorreu em meio a tensões elevadas após declarações recentes de Trump ameaçando ataques terrestres contra cartéis de drogas em território mexicano, alegando que esses grupos “comandam o México”.
Sheinbaum classificou o diálogo como “muito produtivo” e cordial, destacando que os temas incluíram segurança com respeito às soberanias nacionais, redução do tráfico de drogas, comércio e investimentos.
Em publicação nas redes sociais, ela reforçou a importância do respeito mútuo:
“A colaboração e a cooperação num contexto de respeito mútuo sempre produzem resultados.”
Durante coletiva no Palácio Nacional, a presidente mexicana enfatizou três princípios inegociáveis: soberania e integridade territorial não serão negociadas; a cooperação será buscada como iguais, sem subordinação; e o processo será permanente.
“O povo do México precisa saber, primeiro, que seu presidente jamais negociará soberania ou integridade territorial. Jamais. Segundo, que buscamos coordenação sem subordinação, como iguais. E terceiro, que isso é permanente.”
Sheinbaum garantiu que Trump descartou qualquer intervenção militar ilegal no México, aliviando temores iniciais gerados por suas ameaças. As declarações do americano à Fox News na quinta-feira (8), quando afirmou que os EUA “vão começar a atacá-los em terra” após sucessos marítimos, ecoaram narrativas semelhantes usadas contra a Venezuela (antes da captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro).
A ligação foi precedida por contatos entre o chanceler mexicano Juan Ramón de la Fuente e o secretário de Estado americano Marco Rubio, focados no fortalecimento da cooperação em segurança de fronteiras.
Sheinbaum destacou avanços recentes na luta contra o fentanil (redução de cerca de 50% no tráfico) e reiterou que qualquer ação deve respeitar a soberania mexicana.


















