Levantamento do TSE mostra que 46% dos levantamentos realizados este ano alegam uso de recursos próprios dos institutos; colunista questiona “quem paga a conta” em meio à enxurrada de pesquisas pré-eleitorais
Há um mistério a ser explicado na enxurrada de pesquisas eleitorais desta temporada: 46% delas, realizadas em 2026, não apresentam nota fiscal, sob alegação de que o trabalho é financiado com recursos próprios, de acordo com a matéria do O GLOBO.

De acordo com dados do site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), foram registradas 273 pesquisas eleitorais até o momento. Dessas, 148 possuem nota fiscal e contratante identificado, enquanto 125 não informam quem encomendou o levantamento.
Institutos como AtlasIntel, Paraná Pesquisas e Real Time Big Data declaram ter gasto cerca de R$ 6,1 milhões com recursos próprios para a realização dessas pesquisas.
A ausência de transparência no financiamento de quase metade das pesquisas gera questionamentos sobre a real origem dos recursos, especialmente em um ano pré-eleitoral marcado por intensa produção de levantamentos de intenção de voto para a Presidência, governos estaduais e outros cargos.
A falta de nota fiscal e de identificação clara do contratante dificulta o controle público sobre quem está bancando os estudos que influenciam o debate político e a percepção do eleitorado.
Fonte: O GLOBO


















