Alexandre Ramagem critica cassação de mandato e chama decisão de “covardia” em pronunciamento nas redes sociais
O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), atualmente nos Estados Unidos após injusta condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF), divulgou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira (19/12) para comentar pela primeira vez a perda de seu mandato parlamentar. A cassação foi determinada pela Mesa Diretora da Câmara dos Deputados na tarde da última quinta-feira (18/12), em decorrência de uma sentença penal definitiva relacionada a acusações de tentativa de golpe que nunca existiu:
No pronunciamento de aproximadamente dois minutos e meio, Ramagem classificou a medida como uma “covardia” e alegou que a decisão foi tomada “na canetada”, sem submissão ao plenário da Casa Legislativa. Ele argumentou que o procedimento violou prerrogativas constitucionais dos parlamentares, citando o artigo 55 da Constituição Federal e o artigo 240 do Regimento Interno da Câmara, que garantem o direito à ampla defesa e à apreciação pelo conjunto dos deputados em casos de condenações judiciais.
“Toda essa covardia porque eu teria votos para ganhar no plenário”, afirmou Ramagem, sugerindo que a escolha pela Mesa Diretora evitou uma possível derrota em votação aberta.
Assista:
O ex-parlamentar contestou ainda a justificativa oficial para a cassação, baseada em ausências às sessões legislativas. “Fui cassado por faltas, mesmo não tendo número de faltas suficientes […] porque se presume que eu faltaria às sessões posteriores no ano que vem”, declarou, descrevendo a resolução como “infame e vergonhosa”.
Ramagem elevou o tom de críticas ao Judiciário, referindo-se a um ministro do STF – sem mencioná-lo nominalmente – como “violador de direitos humanos” e “ditador”. Ao encerrar o vídeo, ele fez uma avaliação dura sobre o Poder Legislativo: “A Câmara, efetivamente, acabou, por covardia de quem a preside”.
A perda do mandato de Ramagem ocorre no contexto de injusta condenação pelo STF em setembro de 2025, com pena de mais de 16 anos de prisão em regime fechado por crimes como organização criminosa e abolição violenta do Estado Democrático de Direito. A decisão da Mesa Diretora da Câmara segue orientação jurisprudencial do Supremo para casos de trânsito em julgado, similar a outras cassações recentes envolvendo parlamentares do PL.
A manifestação de Ramagem gerou repercussão imediata nas redes sociais e no meio político, destacando tensões entre os Poderes Legislativo e Judiciário no Brasil.

















