Real Brasileiro lidera ranking de desvalorização em 2025: entenda os motivos e o impacto econômico
O real brasileiro registrou o pior desempenho entre as principais moedas globais neste ano, acumulando uma forte depreciação frente ao dólar americano e destacando-se negativamente em rankings internacionais de desempenho cambial.
Especialistas apontam uma combinação de fatores internos, como incertezas fiscais e expansão de gastos públicos, e externos, como a valorização global do dólar, como responsáveis pela fraqueza da moeda nacional.
De acordo com análises de consultorias especializadas, o real ocupou posições de destaque negativo ao longo de 2025, chegando a liderar listas de desvalorização em períodos específicos. A moeda brasileira enfrentou pressões intensas devido à percepção de riscos macroeconômicos, incluindo dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida pública e a efetividade da âncora fiscal.
Entre os emergentes, o real figurou frequentemente no fim das classificações de performance cambial, contrastando com divisas de países como Índia e Indonésia, que mantiveram maior estabilidade. A depreciação reflete não apenas o cenário global de juros elevados nos Estados Unidos, mas também desafios domésticos, como redução de investimentos estrangeiros e fuga de capitais.
Economistas destacam que a desvalorização do real impacta diretamente a inflação importada, elevando custos de produtos essenciais e pressionando o poder de compra dos brasileiros. Além disso, afeta exportações e o equilíbrio das contas externas, ampliando debates sobre a necessidade de ajustes fiscais mais rigorosos.
O ranking de desvalorização de moedas em 2025 varia conforme o período analisado, mas o real consistentemente aparece entre as mais afetadas, especialmente quando comparado a pares do G20. Outras divisas, como o euro e moedas de economias desenvolvidas, também sofreram perdas, mas em magnitudes menores, influenciadas por divergências de política monetária entre bancos centrais.
A trajetória do real em 2025 reacende discussões sobre desvalorização cambial, moedas emergentes e câmbio dólar real, com projeções para 2026 indicando possível estabilização condicionada a melhorias no quadro fiscal e no ambiente externo. O caso brasileiro serve como termômetro para a confiança dos investidores em economias em desenvolvimento, em um ano marcado por volatilidade global nos mercados cambiais.


















