O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, declarou nesta sexta-feira (19/12) que as relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos seguem uma trajetória positiva, apesar de divergências pontuais no passado. A afirmação ocorreu em resposta a questionamentos da imprensa sobre o andamento das negociações bilaterais durante a administração de Donald Trump.
Assista a fala de Marco Rubio traduzida para o portugês:
Rubio revelou ter mantido contato com o chanceler brasileiro Mauro Vieira no início da semana, destacando progressos em temas como comércio. “Acho que avançamos em algumas questões, inclusive no comércio. Ainda temos muito trabalho a fazer. Os dois presidentes se deram bem, e consideramos isso importante nessas conversas”, afirmou o chefe da diplomacia americana, referindo-se às interações diretas entre Trump e o petista Lula da Silva, que incluíram duas ligações telefônicas e um encontro presencial.
O secretário enfatizou a importância estratégica do Brasil como aliado, mencionando laços históricos e econômicos fortes. “Temos muitos assuntos em comum com o Brasil nos quais gostaríamos de trabalhar juntos e laços fortes. Sendo da Flórida, por exemplo, sei o quanto o Brasil tem sido importante para nós como parceiro”, completou Rubio, que também reconheceu desafios anteriores: “Tivemos algumas divergências em alguns pontos ao longo dos anos, mas sinto que essa relação está em uma trajetória positiva”.
Sobre a mediação proposta por Lula para reduzir tensões entre EUA e Venezuela, Rubio optou pela cautela: “Quanto ao papel do Brasil na Venezuela, não tenho nada a acrescentar hoje”.
A declaração ocorre em um contexto de melhorias recentes nas relações bilaterais, como a retirada do ministro Alexandre de Moraes e sua esposa da lista de sanções da Lei Magnitsky na semana anterior, além da suspensão parcial de tarifas extras sobre exportações brasileiras, incluindo carne e café. Esses avanços resultam de negociações diretas entre os líderes dos dois países, sinalizando uma fase de cooperação ampliada em áreas como comércio, segurança regional e parcerias internacionais.
As relações Brasil-EUA ganham destaque no cenário global, com potencial para acordos mais profundos em 2026, especialmente após a reeleição de Trump e a busca por equilíbrio na América Latina.


















