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Reunião de alto nível tem representantes da Groenlândia e Dinamarca

Representantes da Groenlândia e da Dinamarca participaram de uma reunião de alto nível na Casa Branca, em Washington

O encontro realizado nesta quarta-feira (14 de janeiro de 2026), contou com a presença dos ministros das Relações Exteriores da Dinamarca, Lars Løkke Rasmussen, e da Groenlândia, Vivian Motzfeldt, para discutir as insistentes propostas dos Estados Unidos de adquirir o território ártico, em meio às repetidas declarações do presidente Donald Trump sobre a necessidade estratégica de controlar a ilha.

Do lado americano, o vice-presidente JD Vance atuou como anfitrião, ao lado do secretário de Estado Marco Rubio.

A agenda surgiu após pedido formal dos europeus, em resposta às ameaças e declarações recentes de Trump, que não descarta opções como compra, acordos especiais ou até uso da força militar para incorporar a Groenlândia aos Estados Unidos.

A Groenlândia, maior ilha do mundo com cerca de 836 mil km² (maioria coberta por gelo), é um território autônomo sob soberania dinamarquesa desde 1979, com crescente movimento por maior independência.

Líderes groenlandeses e dinamarqueses reiteram que o território “não está à venda” e que qualquer decisão sobre seu futuro cabe exclusivamente ao povo local e ao reino da Dinamarca.

Antes da reunião, Trump intensificou a pressão nas redes sociais, afirmando que a posse americana tornaria a OTAN “muito mais formidável e eficaz”, e que “qualquer coisa menos que isso é inaceitável”. Ele também provocou ao sugerir que a defesa dinamarquesa da ilha se resume a “dois trenós de cachorros”.

A Casa Branca já havia declarado que a aquisição da Groenlândia é uma “prioridade de segurança nacional”, visando contrabalançar a influência crescente da Rússia e da China no Ártico, região rica em minerais estratégicos e afetada pelo derretimento do gelo devido às mudanças climáticas.

Fontes diplomáticas indicam que o diálogo durou menos de duas horas e terminou sem avanços concretos ou acordo. Após o encontro, Rasmussen destacou que as perspectivas continuam diferentes, mas ambos os lados concordaram em formar um grupo de trabalho para discutir questões mais amplas relacionadas ao território.

A Dinamarca anunciou reforço na presença militar na Groenlândia, em coordenação com aliados da OTAN, incluindo exercícios ao longo de 2026.

A controvérsia reacende um debate iniciado em 2019, durante o primeiro mandato de Trump, e ganhou novo fôlego em seu retorno à presidência. Analistas apontam que qualquer tentativa de aquisição por meios não consensuais poderia abalar a aliança atlântica, já que Dinamarca e Estados Unidos são membros da OTAN.

Líderes europeus, incluindo França e Alemanha, emitiram comunicado conjunto defendendo a soberania da Groenlândia e rejeitando interferências externas.

Pesquisas recentes mostram baixa aprovação popular nos EUA à ideia (apenas cerca de 17% apoiam), e opositores no Congresso, de ambos os partidos, criticam qualquer menção a uso da força contra um aliado.

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