Após queda de Bashar al-Assad, Israel utiliza espaço aéreo sírio e iraquiano para lançar bombardeios contra Hezbollah e regime iraniano; rota permite acesso direto ao oeste do Irã e a Teerã
As Forças de Defesa de Israel (IDF) adotaram uma nova rota aérea estratégica para realizar ataques contra alvos do Hezbollah no Líbano e do regime iraniano no Irã, aproveitando a mudança geopolítica no Oriente Médio após a queda do ex-presidente sírio Bashar al-Assad.
Os caças israelenses entram pelo espaço aéreo da Síria, sobrevoam o Iraque e, de lá, lançam mísseis e bombas guiadas contra instalações no oeste iraniano e na capital Teerã. Essa trajetória reduz distâncias, evita defesas aéreas iranianas mais densas no oeste e permite maior surpresa tática.
A rota só se tornou viável graças à queda do regime pró-iraniano de Bashar al-Assad na Síria, que controlava o espaço aéreo e coordenava defesas integradas com Teerã e Hezbollah. Com a Síria agora sem governo central unificado e com presença reduzida de forças iranianas, Israel ganhou liberdade de trânsito aéreo essencial para a Operação Roaring Lion / Epic Fury.
A mudança representa um dos impactos mais significativos da intervenção indireta de Israel e aliados na Síria, ampliando o alcance das operações contra o eixo Irã-Hezbollah e alterando o equilíbrio de poder na região.


















