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Saída de Lewandowski é a 15ª troca ministerial no Governo Lula

Saída de Ricardo Lewandowski marca a 15ª troca ministerial no Governo do petista Lula da Silva; Veja o histórico de mudanças

A exoneração do ministro Ricardo Lewandowski do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), oficializada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (9 de janeiro de 2026), representa a 15ª alteração no primeiro escalão do terceiro mandato do petista Lula da Silva desde janeiro de 2023.

Com uma média de uma troca a cada dois meses e meio, as mudanças refletem ajustes políticos, negociações com o Centrão, pressões internas, crises e preparação para o ano eleitoral de 2026.

Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), assumiu a pasta em fevereiro de 2024, substituindo Flávio Dino (que foi para o STF). Ele entregou a carta de demissão ao presidente Lula na quinta-feira (8), alegando “razões de caráter pessoal e familiar”.

Na missiva, o ministro destacou:

“Tenho a convicção de que exerci as atribuições do cargo com zelo e dignidade, exigindo de mim e de meus colaboradores o melhor desempenho possível em prol de nossos administrados, consideradas as limitações políticas, conjunturais e orçamentárias das circunstâncias pelas quais passamos”.

O comando interino da pasta passa ao secretário-executivo Manoel Carlos de Almeida Neto, enquanto auxiliares próximos permanecem até a nomeação do sucessor.

A saída ocorre após frustrações com o adiamento da PEC da Segurança Pública (principal bandeira de sua gestão) e discussões sobre possível desmembramento do ministério em Justiça e Segurança Pública. A mudança pode impactar a articulação dessa proposta no Congresso e abrir espaço para novas negociações políticas.

Principais trocas ministeriais no governo do petista Lula (até janeiro de 2026)

As alterações no governo do petista Lula 3 incluem saídas por motivos eleitorais, crises, realocações e fortalecimento de alianças no Congresso. Confira as mais relevantes:

  • Abril 2023General Gonçalves Dias sai do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) após polêmica com vídeos dos atos de 8 de janeiro.
  • Julho 2023Daniela Carneiro (União Brasil) é substituída no Ministério do Turismo por Celso Sabino (sem partido), em negociação para maior apoio do partido.
  • Setembro 2023Ana Moser deixa o Ministério do Esporte, dando lugar a André Fufuca (PP), em costura com o Centrão.
  • 2023Márcio França (PSB) é realocado; Silvio Costa Filho (Republicanos) assume Portos e Aeroportos, enquanto França vai para o novo Ministério do Empreendedorismo.
  • Início 2024Flávio Dino (PSB) sai da Justiça para o STF; entra Ricardo Lewandowski.
  • Setembro 2025Silvio Almeida (sem partido) é trocado por Macaé Evaristo (PT) nos Direitos Humanos, após acusações de assédio.
  • Início 2026Paulo Pimenta (PT) sai da Secom (Secretaria de Comunicação), substituído por Sidônio Palmeira (sem partido), devido a críticas à gestão.
  • Fevereiro 2026Nísia Trindade (sem partido) deixa a Saúde, pressionada por diversos fatores; entra Alexandre Padilha (PT), que antes comandava a Secretaria de Relações Institucionais (passada para Gleisi Hoffmann).
  • Maio 2026Carlos Lupi (PDT) pede demissão da Previdência após operação da PF revelando desvios no INSS.
  • Maio 2026Cida Gonçalves (PT) é substituída no Ministério das Mulheres por Márcia Lopes.
  • Outubro 2025Márcio Macêdo (PT) sai da Secretaria-Geral da Presidência; entra Guilherme Boulos (PSOL-SP).
  • Dezembro 2025Celso Sabino (sem partido) deixa o Turismo; entra Gustavo Feliciano, filho do deputado Damião Feliciano (União Brasil-PB), para reforçar apoio parlamentar.
  • Janeiro 2026Ricardo Lewandowski (sem partido) pede demissão da Justiça e Segurança Pública (15ª troca).

O governo do petista Lula da Silva já viveu uma alta rotatividade, impulsionada por negociações com partidos, crises internas e o calendário eleitoral.

Com 2026 como ano de eleições (municipais em 2024 já influenciaram), espera-se mais mudanças nos próximos meses, inclusive saídas de ministros que disputarão cargos.

A saída de Lewandowski pode ser o início de uma reforma maior, com possíveis desmembramentos de pastas e novas indicações para fortalecer a base no Congresso.

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