A recente visita do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ao presidente Jair Bolsonaro (PL) – atualmente preso na Papudinha – enterrou as expectativas de setores aliados que apostavam em uma candidatura própria dele à Presidência da República nas eleições 2026.
Pessoas próximas ao governador relataram, em conversas reservadas à CNN, frustração com a decisão. Elas criticam a falta de disposição para romper com o bolsonarismo e construir um projeto independente ao Palácio do Planalto, alternativa desejada por legendas do centro e por parte expressiva do mercado financeiro.
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Entusiastas da possível candidatura presidencial de Tarcísio expressaram à reportagem o sentimento predominante: “decepção” com o que classificam como “obediência excessiva, que beira à subserviência”, ao ex-presidente e à militância bolsonarista.
Em declarações após o encontro, Tarcísio reafirmou publicamente seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como nome da direita para enfrentar o PT em 2026. Questionado diretamente sobre o tema, respondeu: “Claro, sem dúvida, como tenho afirmado constantemente”.
O governador insistiu que seu foco permanece em São Paulo desde o início do mandato. “Isso não tem controvérsia nenhuma, eu tenho uma linha de coerência, falei lá atrás que tenho um comprometimento com o estado de São Paulo, sou grato ao estado de São Paulo”, declarou.
Ele acrescentou: “Eu tenho um papel importante dentro do time, que é cuidar do estado, que é o maior colégio eleitoral do Brasil. O grupo tem uma tarefa importante, que é proporcionar para o Brasil um projeto diferente”.
Nos bastidores, aliados próximos a Bolsonaro alertaram Tarcísio que qualquer movimento em direção ao centro – inclusive conselhos do secretário de Governo Gilberto Kassab (PSD) – poderia romper laços com a direita mais radical e comprometer sua reeleição em São Paulo, hoje vista como praticamente garantida.
A visita e as declarações sinalizam que Tarcísio optou por manter a lealdade ao campo bolsonarista, priorizando a gestão paulista e um possível fortalecimento para disputas futuras, como em 2030.
O cenário reforça Flávio Bolsonaro como principal nome da direita conservadora para as eleições 2026, enquanto frustra expectativas de uma alternativa mais moderada ao bolsonarismo raiz.


















