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Tempestade de radiação ameaça satélites e observação militar

Tempestade solar severa em curso: a maior radiação em mais de 20 anos ameaça satélites como Starlink e observação militar

Uma tempestade de radiação solar severa (S4) está em andamento nesta segunda-feira (19 de janeiro de 2026), classificada pela NOAA (Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA) como o evento mais intenso desse tipo em mais de 20 anos, superando inclusive os níveis registrados durante as famosas “tempestades de Halloween” de outubro de 2003.

De acordo com o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA, a radiação solar atingiu níveis S4 (severos) e continua aumentando, conforme medições do satélite GOES-19. Paralelamente, uma tempestade geomagnética G4 (severa) foi alcançada a partir das 19h38 UTC (16h38 no horário de Brasília), após a chegada do choque de uma ejeção de massa coronal (CME).

Um alerta de G4 permanece em vigor para o dia 20 de janeiro UTC, com possibilidade de impactos prolongados.

Especialistas alertam que esse tipo de evento pode comprometer o funcionamento de satélites em órbita, incluindo a constelação Starlink da SpaceX — que já sofreu perdas significativas em tempestades anteriores devido ao aumento do arrasto atmosférico — e satélites militares de observação, além de elevar riscos de exposição à radiação para astronautas e voos em rotas polares.

A origem do fenômeno remonta a uma poderosa erupção solar de classe X (como X1.9 ou X2) registrada no dia 18 de janeiro, que lançou material e campos magnéticos diretamente em direção à Terra.

Esse cenário ocorre no contexto do pico do Ciclo Solar 25, com o Sol exibindo atividade elevada em 2026, marcada por manchas solares intensas, flares potentes e CMEs frequentes.

Além dos riscos técnicos, o evento pode gerar auroras boreais visíveis em latitudes mais baixas, possivelmente até o sul dos Estados Unidos, e perturbações em comunicações de rádio, redes elétricas e sistemas de navegação.

A NOAA monitora o desenvolvimento em tempo real e não descarta escalada para níveis ainda mais graves (G5 extremo). Enquanto isso, operadores de satélites e agências espaciais adotam medidas preventivas para mitigar danos potenciais

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