Contas públicas registram rombo de R$ 20,2 bilhões em novembro de 2025
O Governo Central, composto por Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, apresentou déficit primário de R$ 20,2 bilhões em novembro, conforme relatório divulgado pelo Tesouro Nacional nesta segunda-feira.
O indicador exclui os juros da dívida pública e reflete um cenário de receitas inferiores às despesas.
O resultado negativo representa uma deterioração significativa em relação a novembro de 2024, quando o rombo foi de R$ 4,5 bilhões (valor corrigido pela inflação). Trata-se do pior desempenho para o mês desde 2023, ano em que o déficit alcançou R$ 41,7 bilhões.
A queda real de 4,8% na receita líquida – que somou R$ 166,9 bilhões após transferências a estados e municípios – combinada ao aumento de 4,0% nas despesas totais, que atingiram R$ 187,1 bilhões, explicam o agravamento do quadro fiscal.
No acumulado de janeiro a novembro de 2025, o déficit primário chegou a R$ 83,8 bilhões, valor superior ao registrado no mesmo período de 2024 (R$ 67,0 bilhões, corrigido). Esse é o maior rombo acumulado para os 11 primeiros meses do ano desde 2023 (R$ 122,8 bilhões).
Nesse intervalo, a receita líquida cresceu 2,9% em termos reais, totalizando R$ 2,08 trilhões, enquanto as despesas avançaram 3,4%, somando R$ 2,16 trilhões.
A meta fiscal para 2025 prevê déficit primário zero, mas o arcabouço fiscal permite uma tolerância de até 0,25% do PIB (cerca de R$ 31,3 bilhões) e abatimento de gastos com precatórios (até R$ 44,5 bilhões). Na prática, o governo pode fechar o ano com rombo de até R$ 75,8 bilhões sem descumprir formalmente o objetivo.
Os números reforçam preocupações com o equilíbrio das contas públicas, especialmente em meio ao crescimento de despesas obrigatórias e desafios na arrecadação.


















