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Trump acredita em baixa resistência para Aquisição da Groenlândia

Presidente dos Estados Unidos revela planos para debater compra do território dinamarquês durante Fórum Econômico Mundial em Davos, destacando riscos de influência chinesa e russa na região ártica.

O presidente norte-americano Donald Trump expressou confiança de que os líderes da Europa não imporão obstáculos significativos aos seus esforços para adquirir a Groenlândia, ilha autônoma pertencente à Dinamarca e rica em minerais estratégicos.

Segundo Trump, a operação é vital para proteger a segurança nacional dos EUA, evitando que o território caia sob controle de potências como China ou Rússia. Em declarações recentes, ele enfatizou que os europeus “têm que aceitar” a proposta.

Em uma entrevista concedida na Flórida, Trump respondeu a questionamentos sobre suas intenções ao afirmar: “Eles não oferecerão muita resistência. Temos que conseguir. Eles têm que aceitar”. Essa postura reflete a determinação do republicano em avançar com a ideia, que tem gerado tensões com aliados ocidentais.

Nas primeiras horas da madrugada, Trump utilizou suas redes sociais para reforçar sua posição. Ele relatou uma conversa telefônica com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, na qual concordou em realizar uma reunião paralela ao Fórum Econômico Mundial em Davos, envolvendo “diversas partes”.

O presidente reiterou que a Groenlândia é “imprescindível para a segurança nacional e mundial”.

Trump reafirma necessidade da ilha

Em postagens no Truth Social, Trump escreveu: “Não há como voltar atrás — nisso, todos concordam!”. Ele prosseguiu: “Os Estados Unidos da América são, de longe, o país mais poderoso do planeta. Grande parte disso se deve à reconstrução de nossas Forças Armadas durante meu primeiro mandato, reconstrução essa que continua em ritmo ainda mais acelerado. Somos a única POTÊNCIA capaz de garantir a PAZ no mundo todo — e isso se faz, simplesmente, através da FORÇA!”.

O líder dos EUA também compartilhou imagens criadas por inteligência artificial. Em uma delas, figuras como Macron e Rutte aparecem atentos a um discurso de Trump, com um mapa ao fundo exibindo a Groenlândia, o Canadá e a Venezuela sob a bandeira americana.

Outra ilustração mostra Trump, ao lado do vice-presidente JD Vance e do secretário de Estado Marco Rubio, fincando a bandeira dos EUA em solo groenlandês, com uma placa indicando “Groenlândia — território americano desde 2026”.

Essas provocações intensificaram o debate internacional. O presidente francês Emmanuel Macron, um dos mais críticos à iniciativa, enviou tropas para exercícios militares na Groenlândia coordenados pela Dinamarca, em uma medida vista como tentativa de dissuadir ações unilaterais dos EUA.

Em mensagens privadas divulgadas por Trump, Macron propôs uma reunião em Paris após Davos e um jantar na quinta-feira, dizendo: “Meu amigo, nós estamos totalmente alinhados sobre a Síria. Nós podemos fazer grandes coisas no Irã. Eu não entendo o que você está fazendo na Groenlândia. Deixe-nos tentar construir grandes coisas”.

Em retaliação às ações francesas, Trump impôs tarifas de 10% sobre exportações da França, com possibilidade de elevação para 25% até junho, caso não haja progresso na negociação pela Groenlândia. Na segunda-feira, ele ameaçou elevar as tarifas sobre vinho e champanhe francês para 200%, criticando a recusa de Macron em participar do Conselho da Paz em Gaza.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, reagiu em Davos, onde o fórum econômico reúne elites globais. Ela garantiu que a União Europeia responderá de forma “firme, unida e proporcional” às ameaças de Trump, alertando que tarifas punitivas contra aliados seriam um equívoco.

Von der Leyen destacou planos para “um aumento maciço de investimentos europeus na Groenlândia” e expressou disposição para colaborar com os EUA na segurança do Ártico, afirmando: “Trabalharemos com os EUA e todos os parceiros em prol da segurança no Ártico em geral. Isso é claramente do nosso interesse comum”.

Essa controvérsia sobre a compra da Groenlândia por Trump destaca tensões crescentes no Ártico, região cada vez mais disputada por recursos naturais e rotas comerciais devido ao derretimento do gelo.

Analistas apontam que a estratégia de Trump pode escalar disputas comerciais, impactando relações transatlânticas e a estabilidade global.

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