Casa Branca confirma que petroleiro apreendido na costa da Venezuela será levado a porto dos EUA
A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, anunciou nesta quinta-feira (11/12) que o petroleiro interceptado pelos Estados Unidos na costa venezuelana na quarta-feira (10) será conduzido a um porto americano. A carga de petróleo, segundo ela, será confiscada após o cumprimento de processo legal.
“O Departamento de Justiça aprovou um mandado autorizando a apreensão do navio”, informou Leavitt. A operação foi realizada em conjunto pela Guarda Costeira e pelo Departamento de Defesa dos EUA.
“Os Estados Unidos têm uma equipe de investigação completa no navio. Os indivíduos a bordo estão sendo entrevistados e quaisquer provas relevantes serão apreendidas”, declarou a porta-voz.
Questionada se o petróleo seria usado para aliviar a crise de preços nos EUA, Leavitt respondeu: “Os Estados Unidos pretendem confiscar o petróleo. No entanto, existe um processo legal para a apreensão desse petróleo, e esse processo legal será seguido”.
O governo americano alega que a embarcação operava de forma clandestina, violando sanções, e transportava petróleo venezuelano no mercado paralelo.
Em resposta, o governo da Venezuela classificou a ação como “pirataria internacional” e “roubo”. Em nota oficial, o regime de Nicolás Maduro afirmou:
“A República Bolivariana da Venezuela denuncia e repudia energicamente o que constitui um roubo descarado e um ato de pirataria internacional, anunciado publicamente pelo presidente dos Estados Unidos, que confessou o assalto a um navio petroleiro no mar do Caribe.”
O texto prossegue: “A verdadeira razão da agressão prolongada contra a Venezuela não é a imigração, não é o narcotráfico, não é a democracia, não são os direitos humanos. Sempre se tratou das nossas riquezas naturais, do nosso petróleo, da nossa energia, dos recursos que pertencem ao povo venezuelano.”
O comunicado venezuelano também sustenta que o “ato de pirataria busca distrair a atenção e encobrir o fracasso do espetáculo político montado em Oslo”, em referência à recente entrega do Prêmio Nobel da Paz à líder oposicionista María Corina Machado.


















