Presidente dos EUA participa do Fórum de Davos e critica agenda progressista em painel sobre globalização e valores sociais
O Fórum Econômico Mundial de 2026, marcado para janeiro na estação suíça de Davos, promete debates acalorados com a presença confirmada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Em coluna publicada na revista Veja, o jornalista Diogo Schelp destaca que o mandatário americano deve protagonizar uma frente contrária às pautas identitárias, frequentemente defendidas por líderes europeus e organizações internacionais no evento.
Trump aceitou o convite para participar de painéis sobre economia global, comércio internacional e governança mundial, em um momento de reafirmação de sua agenda “America First”.
Analistas antecipam que ele usará a tribuna para criticar o que classifica como excessos progressistas, incluindo políticas de diversidade, equidade e inclusão (DEI), mudanças climáticas radicais e regulação de big techs sob viés ideológico.
Confronto ideológico no palco global
Schelp observa que o Fórum de Davos, tradicionalmente associado a elites globais e discursos favoráveis à globalização sustentável, enfrentará um contraponto direto do líder republicano.
“O Fórum de Davos 2026 vai ter Trump contra pautas identitárias”, resume o colunista, apontando que a presença do presidente americano pode dividir opiniões entre participantes habituados a consensos progressistas.
Temas como transição energética, inteligência artificial ética e inclusão de gênero devem ganhar contornos polêmicos com intervenções de Trump, que já criticou publicamente o evento como “clubinho de elitistas globais”.
Participação de líderes mundiais
Além de Trump, o Fórum deve contar com chefes de Estado como o presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã (ou chanceler) em exercício e representantes da União Europeia.
Empresários como Elon Musk e executivos de grandes fundos de investimento também são esperados.
A edição de 2026 ocorre em contexto de polarização global, com avanços de governos conservadores em diversos países e questionamentos à agenda ESG (ambiental, social e governança).
Essa configuração promete transformar o Fórum de Davos em palco de embate ideológico, com Donald Trump posicionado como principal voz contrária às pautas identitárias e ao multilateralismo progressista.
O evento anual, que reúne líderes políticos e econômicos para discutir o futuro do mundo, ganha contornos inéditos com a volta do presidente americano ao centro das discussões globais.


















