Rússia e China são ‘espantalhos’, ameaça real vem de inimigos internos, ONU, OTAN e ‘religião’
O presidente Donald Trump utilizou sua rede social Truth Social nesta terça-feira (20/1) para repostar um conteúdo que questiona a narrativa tradicional de ameaças externas aos Estados Unidos.
A publicação sugere que Rússia e China não representam os perigos reais, mas sim “inimigos internos”, a Organização das Nações Unidas (ONU), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e a “religião islâmica”.
No repost, Trump compartilhou texto de um usuário que diz: “Então, em que momento vamos perceber que o inimigo está dentro. China e Rússia são os espantalhos QUANDO A AMEAÇA REAL É A ONU, A OTAN e esta ‘religião’. Coloquei ‘religião’ entre aspas porque não é uma religião, e…”.

O autor original (identificado em contextos como Bobby D ou similar em discussões online) argumenta que esses elementos representam os verdadeiros riscos à soberania americana, classificando Rússia e China como meros “espantalhos” (figuras assustadoras usadas para distrair).
A referência à “religião” entre aspas é interpretada por analistas como crítica direta ao islamismo, alinhando-se à retórica recorrente de Trump sobre imigração, segurança e alianças internacionais.
A ação ocorre em meio ao segundo mandato de Trump, marcado por críticas frequentes à OTAN (que ele já ameaçou enfraquecer ou abandonar se aliados não aumentarem gastos em defesa) e à ONU (acusada de ineficiência e viés antiamericano).
O repost intensifica debates sobre a política externa dos EUA, especialmente em relação à aliança transatlântica, ao multilateralismo e a percepções de ameaças internas versus externas.
Críticos veem na postagem um sinal de isolamento americano e alinhamento com narrativas isolacionistas ou anti-globalistas. Defensores argumentam que reflete preocupação legítima com “inimigos internos” — como supostas influências burocráticas ou ideológicas — e questiona instituições multilaterais que, segundo eles, limitam a soberania nacional.
Até o momento, a Casa Branca não emitiu nota oficial sobre o repost, que ganhou rápida repercussão em redes sociais e mídia alternativa.
O episódio reforça divisões políticas nos EUA sobre quem representa a maior ameaça: potências estrangeiras como Rússia e China ou estruturas internas e internacionais.


















