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Trump sugere a Cuba acordo com EUA antes que seja tarde demais

Trump envia recado enérgico a Cuba: Sem mais petróleo Venezuelano, sugere acordo com os EUA “Antes que seja tarde demais”

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o regime cubano com uma publicação contundente na rede social Truth Social no domingo (11).

Após a captura de Nicolás Maduro e o colapso do apoio econômico venezuelano à ilha, Trump deixou claro que o fluxo de petróleo e recursos financeiros de Caracas para Havana chegou ao fim definitivo.

Em texto direto e sem rodeios, o presidente americano destacou a dependência histórica de Cuba dos subsídios venezuelanos e lançou um ultimato explícito:

“Cuba viveu, por muitos anos, com grandes quantidades de PETRÓLEO e DINHEIRO da Venezuela (…) NÃO HAVERÁ MAIS PETRÓLEO OU DINHEIRO INDO PARA CUBA – ZERO! Eu sugiro fortemente que eles façam um acordo, ANTES QUE SEJA TARDE DEMAIS.”

A declaração reforça a estratégia de Trump de isolar o regime de Miguel Díaz-Canel, especialmente após a operação militar que removeu Maduro do poder em 3 de janeiro. Desde então, não há registros de novos embarques de combustível venezuelano para Cuba – recurso que cobria cerca de metade do déficit energético da ilha nos últimos anos.

O presidente americano também vinculou a mensagem à proteção dos Estados Unidos à Venezuela pós-Maduro, afirmando que o país agora conta com o respaldo das forças armadas mais poderosas do mundo.

A sugestão de um “acordo” antes que seja tarde demais é interpretada por analistas como uma oferta de negociação sob condições favoráveis a Washington, possivelmente envolvendo abertura econômica, redução de influência russa e chinesa na ilha e normalização das relações em troca de alívio de sanções.

O governo cubano reagiu com tom firme, reafirmando a soberania nacional e a rejeição a pressões externas. O chanceler Bruno Rodríguez declarou que Cuba continuará buscando fornecedores de energia em qualquer parte do mundo, sem aceitar ditames unilaterais.

Apesar da retórica oficial, a perda do petróleo subsidiado venezuelano agrava ainda mais a crise energética, econômica e de abastecimento na ilha, já marcada por apagões frequentes, inflação e escassez.

A postagem de Trump ganhou grande repercussão nas redes sociais e na imprensa internacional, especialmente entre a diáspora cubana em Miami e setores conservadores da América Latina. Ela também se soma à série de provocações recentes, incluindo a sugestão humorística de que Marco Rubio poderia ser presidente de Cuba.

A Casa Branca não detalhou os termos de um possível acordo, mas especialistas apontam que a pressão econômica pode ser o principal instrumento para forçar mudanças em Havana.

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