Trump endossa ideia de Marco Rubio como Presidente de Cuba: “Parece bom para mim!”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reacendeu tensões com o regime cubano ao republicar, no domingo (11), uma mensagem sugerindo que seu secretário de Estado, Marco Rubio, assumisse a presidência da ilha caribenha.
Ao compartilhar o post original – feito por um usuário no X (antigo Twitter) em 8 de janeiro –, Trump acrescentou o comentário: “Parece bom para mim!”
A publicação surge no contexto de uma série de mensagens agressivas de Trump na rede Truth Social, direcionadas a Havana após a operação militar americana que capturou o presidente venezuelano Nicolás Maduro em 3 de janeiro.
Trump alertou que Cuba não receberá mais petróleo nem dinheiro da Venezuela – recurso essencial para a economia da ilha sob embargo dos EUA –, e exortou o governo de Miguel Díaz-Canel a negociar um acordo com Washington “antes que seja tarde demais”.
Marco Rubio, filho de imigrantes cubanos e um dos principais arquitetos da política linha-dura contra regimes de esquerda na América Latina, tem sido figura central nas ações recentes dos EUA na região. Ele ocupou papéis de destaque na intervenção na Venezuela e já declarou que o regime cubano deveria estar “preocupado” com os próximos passos de Washington.
O comentário de Trump, embora apresentado em tom provocador e humorístico (o post original incluía emojis de riso), reforça a retórica de pressão sobre Havana, especialmente após o colapso do apoio econômico venezuelano.
Analistas interpretam a postagem como parte de uma estratégia para intensificar o isolamento do regime cubano, explorando a origem familiar de Rubio e o simbolismo de um possível “retorno” à ilha.
O governo cubano não se pronunciou diretamente sobre a sugestão de Trump, mas mantém a postura de rejeição a interferências externas, defendendo a soberania nacional. A oposição cubana no exílio e a diáspora em Miami celebraram a declaração como sinal de apoio a mudanças no regime.
O episódio destaca a escalada de tensões entre Washington e Havana em meio à reconfiguração política na região pós-captura de Maduro.
Especialistas alertam que a retórica pode agravar a crise econômica em Cuba, já marcada por escassez e dependência energética.

















