Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela nomeia Delcy Rodríguez como Presidente interina após captura de Nicolás Maduro
O Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela anunciou, no sábado, 3 de janeiro de 2026, que a vice-presidente executiva Delcy Rodríguez assumirá interinamente a presidência do país.
A medida visa assegurar a estabilidade governamental após a operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão e remoção de Nicolás Maduro de território venezuelano.
Na decisão oficial, o TSJ determinou que Delcy Rodríguez ocupe “o cargo de Presidente da República Bolivariana da Venezuela, a fim de garantir a continuidade administrativa e a defesa integral da Nação”.
A corte classificou a captura de Maduro como uma situação excepcional de força maior, não prevista expressamente na Constituição, e baseou a nomeação no artigo que atribui à vice-presidência a substituição em faltas temporárias do chefe de Estado.
Logo após os bombardeios em Caracas, Delcy Rodríguez fez pronunciamento na televisão estatal, afirmando que o governo “estava pronto para defender a Venezuela e os recursos naturais do país”.
Ela pediu calma à população, declarou que a Venezuela “nunca será colônia de nenhuma nação”, classificou a ação americana como “sequestro” e reiterou que Nicolás Maduro continua sendo o presidente legítimo.
Do lado americano, o presidente Donald Trump confirmou a intenção de administrar temporariamente a Venezuela. “Nós queremos ajudar esse país a fazer (a transição) de forma justa.
Ter alguém (dos EUA) ali, até que a situação seja resolvida. Iremos administrar a Venezuela até que ele (país) possa permanecer de forma segura, apropriada e justa”, declarou Trump em coletiva na Flórida.
Trump também destacou planos para revitalizar o setor petrolífero com investimentos bilionários de empresas americanas: “Teremos grandes empresas americanas de petróelo que vão gastas US$ bilhões para consertar a infraestrutura e começar a ganhar dinheiro pelo país (Venezuela)”.
Ele não descartou novas ações militares, afirmando que os EUA estão “preparados para lançar segunda onda de ataques, se for necessário”.
A decisão do TSJ ocorre em meio a uma crise institucional sem precedentes, com Maduro enfrentando julgamento nos EUA por acusações de narcoterrorismo.

















