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Urgente: Irã impõe condições próximas à Lei Marcial

País enfrenta controle rigoroso de movimentos, internet blackout e escalada na repressão pelas forças de segurança

O Irã vive momentos de alta tensão com protestos nacionais que já duram mais de duas semanas, motivados por crise econômica, inflação galopante e insatisfação com o regime teocrático.

Nesta quarta-feira (14 de janeiro de 2026), relatos de fontes como Iran International e ativistas indicam que o país opera sob condições de facto de lei marcial (ou “martial law conditions”), com controle rigoroso de movimentos, internet blackout total e escalada na repressão pelas forças de segurança.

O ministro da Justiça iraniano classificou os protestos como uma “guerra civil” e afirmou que qualquer pessoa detida nas ruas desde 8 de janeiro seria tratada como criminosa, sinalizando medidas extremas para conter a revolta.

Apesar de não haver decreto oficial de lei marcial em todo o território confirmado por autoridades ou mídia internacional mainstream (como Reuters ou BBC), relatos de cidades como Sari e regiões curdas apontam para toques de recolher, presença maciça de forças armadas e suspensão de liberdades civis em prática.

Os protestos, que se espalharam por centenas de cidades (mais de 200 reportadas até 13 de janeiro), resultaram em números alarmantes de vítimas: organizações de direitos humanos como HRANA e NCRI estimam milhares de mortos (mais de 2.400 a 3.400 manifestantes confirmados), milhares de feridos e mais de 10 mil prisões.

O Judiciário sinalizou julgamentos rápidos e possíveis execuções, incluindo o caso de Erfan Soltani, sentenciado à morte para esta data.

O presidente dos EUA, Donald Trump, intensificou a pressão com alertas de intervenção militar caso a repressão continue, apoio explícito aos manifestantes e ameaças de sanções adicionais.

O regime acusa EUA e Israel de fomentarem a agitação, enquanto o apagão de comunicações dificulta a verificação independente de fatos.

Analistas veem o momento como crítico para o regime dos aiatolás, com risco de colapso institucional em meio à revolta popular que começou no final de 2025.

A comunidade internacional, incluindo ONU e UE, condena a violência e pede fim à impunidade.

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