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Valdemar critica Kassab e descarta terceira via

Presidente do PL prevê polarização total nas eleições presidenciais e cobra vaga de vice para o partido na chapa de Tarcísio de Freitas em São Paulo.

O presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, criticou duramente o presidente do PSD, Gilberto Kassab, e descartou qualquer espaço para uma terceira via nas eleições presidenciais de 2026. Em jantar com empresários na região da Faria Lima, em São Paulo, na noite de segunda-feira (23), Valdemar previu que o segundo turno será inevitavelmente entre o petista Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

“Não há possibilidade de ter dois candidatos no segundo turno que não sejam [o presidente] Lula [do PT] e o [senador] Flávio Bolsonaro [PL]”, disse Valdemar, ao lado do presidente do União Brasil, Antônio Rueda.

O dirigente do PL defendeu que o ideal seria a direita se unir já no primeiro turno para apoiar Flávio e evitar o segundo turno. “O ideal seria que nós nos uníssemos no primeiro turno para a gente poder matar esse assunto no primeiro turno.”

Valdemar expressou ceticismo sobre as chances do PSD lançar um candidato competitivo à Presidência, citando nomes como o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que, segundo ele, “não teria eleitorado forte fora de seu estado”. “Acho que vão ter muita, muita dificuldade de lançar candidato pelo PSD”, afirmou.

A crítica se estendeu ao comportamento de Kassab em eleições passadas. Valdemar lembrou o erro de 2022, quando Kassab não se colocou como vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no governo de São Paulo. “Olha o erro que ele [Kassab] cometeu, pois não colocou o nome dele como vice [de Tarcísio] porque ele queria apoiar o Tarcísio para trabalhar contra o Rodrigo Garcia. E aí ele não pôs o nome dele de vice e, hoje, ele [Kassab] dá a vida para ser vice dele [Tarcísio]”, disse.

O presidente do PL reivindicou a vaga de vice na chapa de Tarcísio para 2026, argumentando que o partido tem a maior bancada na Assembleia Legislativa de São Paulo (20 deputados). “Na outra eleição, eu cedi para o Kassab, que a vice era nossa, e agora é a nossa vez, que a gente tem a maior bancada. Agora, quem decide é ele [Kassab]”, afirmou.

Valdemar também comentou a possibilidade de o PSD apoiar Lula em um eventual segundo turno contra Flávio. “É lógico [que é possível]. Eles têm três ministérios”, disse, referindo-se aos cargos ocupados pela legenda no governo federal.

Outros temas abordados incluíram o desgaste do vice-governador de São Paulo, Felício Ramuth (PSD), por suspeitas de lavagem de dinheiro (bloqueio de US$ 1,6 milhão em Andorra), e a minimização de processos por propaganda eleitoral antecipada no Carnaval, com elogios a Lula em desfile de escola de samba. “Isso [elogiar o presidente] é um direito deles, e o processo aí é um processo absurdo, porque só dá multa”, comentou.

As declarações reforçam as articulações do PL para consolidar Flávio Bolsonaro como principal nome da direita em 2026, enquanto critica tentativas de fragmentação no campo conservador e pressiona por alianças estratégicas, especialmente em São Paulo.

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