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Vorcaro adotou tom descontraído ao se dirigir a um investigador

Vorcaro Brinca com Investigador da PF em Depoimento no STF: “Tá Tentando Me Pegar Desde 2019”

Em meio ao ambiente formal de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF), o banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, adotou tom descontraído ao se dirigir a um investigador da Polícia Federal (PF) durante depoimento prestado em 30 de dezembro de 2025.

O episódio ocorreu no contexto da investigação sobre supostas irregularidades na tentativa de venda ou parceria do Banco Master com o Banco de Brasília (BRB), que resultou na liquidação extrajudicial da instituição pelo Banco Central em novembro de 2025.

Vorcaro, acompanhado de seu advogado Roberto Podval, pediu aos presentes — incluindo delegados, procuradores e representantes do Ministério Público — que analisassem o caso com outro olhar, alegando pressão excessiva da mídia e ausência de prejuízos financeiros.

Foi nesse momento que ele fez a brincadeira direcionada ao investigador identificado como Wilker: “Até mesmo a doutora, o Ministério Público, o Wilker, que pelo que eu entendi tá desde 2019 tentando me pegar de alguma forma… (risos)”.

Em seguida, o banqueiro reforçou o pedido de imparcialidade: “Peço a grandeza aos senhores, com toda pressão de mídia, para tentar olhar e imaginar esse negócio com outro prisma. […] Eu gostaria que existisse o benefício da dúvida na cabeça dos senhores e, se existir, a gente realmente não precisava estar aqui. E realmente não existe ninguém que foi prejudicado.”

Questionado pelo próprio advogado sobre suposta intenção de fuga — após ter sido preso preventivamente no Aeroporto de Guarulhos em 17 de novembro de 2025, ao tentar embarcar para Dubai —, Vorcaro negou veementemente: “De maneira nenhuma. Não é do meu perfil. Primeiro que não seria o momento, nem a forma, e não é do meu perfil. Eu encaro meus problemas de frente”.

O depoimento integra o inquérito conduzido pela PF sob relatoria do ministro Dias Toffoli, que autorizou a retirada parcial do sigilo de oitivas e acareações, permitindo a divulgação de trechos como esse. Vorcaro tem mantido a linha de defesa de que as operações foram tecnicamente aprovadas pelo Banco Central e que não houve fraude ou dano a terceiros.

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