A deputada Carla Zambelli (PL-SP) disse neste domingo (14) que a sua renúncia ao cargo não é uma “rendição”, mas um “marco de resistência” e um “alerta histórico”.
Em carta, ela afirmou que a sua decisão é uma denúncia sobre a interrupção do seu mandato, mesmo após a Câmara rejeitar a sua cassação.
“Renuncio para que fique registrado na História que, mesmo sem provas reconhecidas pelo Parlamento, a vontade de um outro Poder se sobrepôs à vontade popular. Este gesto não é rendição. É um marco de resistência. É a afirmação de que mandatos passam, mas princípios são inegociáveis”, declarou.
A carta foi divulgada por meio de nota dos advogados da deputada Fabio Pagnozzi e Pedro Pagnozzi.
“Renuncio. Não por medo, não por fraqueza, não por desistência. Comunico, de forma pública e solene, minha renúncia para denunciar que um mandato legitimado por quase um milhão de votos foi interrompido apesar do reconhecimento formal, por esta Casa, da inexistência de provas para sua cassação”, afirmou Zambelli.



Em nota, a Câmara informou que a deputada comunicou à Secretaria-Geral da Mesa a sua renúncia neste domingo. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), já determinou a convocação do suplente, deputado Adilson Barroso (PL-SP).



















