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Fachin retornou a Brasília para gerenciar crise interna no STF

Fachin antecipa retorno a Brasília para conter desgaste no STF causado pelo caso Banco Master

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, interrompeu suas férias e retornou a Brasília na noite de segunda-feira (19 de janeiro de 2026) para gerenciar a crise interna provocada pelo inquérito do Banco Master.

A decisão ocorre em meio ao recesso judiciário, com o ano forense retomando apenas em 2 de fevereiro.

Fachin, que havia transferido a presidência interina ao vice-presidente, ministro Alexandre de Moraes, justificou a volta antecipada a interlocutores próximos afirmando que o “momento exige” sua presença na capital federal. Mesmo durante o período de folga, ele manteve contatos telefônicos com diversos ministros para discutir o desgaste institucional gerado pelo caso.

Entre as conversas realizadas, destacam-se diálogos com o relator do inquérito, ministro Dias Toffoli, além de Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes, Luiz Fux, Nunes Marques, Cristiano Zanin, André Mendonça e Cármen Lúcia.

Nesta terça-feira (20 de janeiro), Fachin viaja a São Luís (MA) para reunião presencial com o ministro Flávio Dino.

O caso Banco Master tem gerado tensões entre o STF, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PGR). Decisões recentes de Toffoli, como a determinação de que provas sejam custodiadas pela PGR em vez da PF, e a nomeação de quatro peritos (incluindo um ligado à Lava Jato) para acompanhar extração de dados, provocaram reclamações de delegados policiais, que veem afronta às prerrogativas da corporação.

Uma ala política em Brasília defende que Toffoli deixe a relatoria do inquérito, alegando prejuízo à imagem da Corte.

A investigação, deflagrada na Operação Compliance Zero, apura fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, com prorrogação de 60 dias autorizada recentemente.

Fachin busca articular uma saída institucional para o impasse, evitando maior desgaste ao tribunal em um período sensível.

O presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) tem atuado para conter os impactos externos e internos do caso, que ganhou destaque na mídia e em círculos políticos.

O episódio reforça debates sobre a condução de inquéritos no STF e a relação entre os poderes, especialmente em investigações de grande repercussão financeira como o do Banco Master

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