Fachin defende que parentes de Ministros do STF atuem como advogados e sem “Filhofobia”
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu que familiares de magistrados da Corte possam exercer a advocacia, desde que haja total transparência e sem preconceitos automáticos contra os filhos.

Em entrevista ao jornal O Globo publicada em 26 de janeiro de 2026, ele propôs a elaboração de um código de conduta ético para o tribunal.
Fachin afirmou: “Todos nós somos seres humanos falíveis. Portanto, a vida não é uma vida de impecabilidade. Todos nós temos circunstâncias. Eu, por exemplo, tenho uma filha que é advogada. Mas a regra deve ser a transparência. Tudo sobre a mesa. Inclusive, sem ‘filhofobia’. Por que um filho deve mudar de profissão quando o pai vira juiz? Não precisa. Agora, precisa ter transparência. Faz o quê? Advoga onde? Em que termos? Em quais ações? Tudo isso tem que estar transparente”.
Ele citou sua filha, Melina Fachin, advogada e professora na UFPR, como exemplo, rejeitando proibições baseadas apenas em laços familiares.
Fachin defendeu a divulgação pública de informações sobre a atuação profissional dos parentes, incluindo clientes e processos.
A proposta integra discussões sobre ética judicial no STF e tribunais superiores, com foco em imparcialidade, impedimento, suspeição e limites a atividades privadas.
O ministro alertou que, sem regras internas claras, o tribunal pode enfrentar restrições externas, e destacou a urgência do tema em ano eleitoral.


















