Lula realiza almoço reservado com Alexandre de Moraes em Brasília, em meio à crise do caso Banco Master
O petista Lula da Silva teve um almoço secreto com o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em janeiro deste ano, na capital federal.
O encontro ocorreu a sós, sem registro nas agendas oficiais do Planalto ou do Judiciário, conforme apuração da coluna de Igor Gadelha no portal Metrópoles, baseada em três fontes do governo e do STF.
O almoço reservado aconteceu em um momento delicado para a Corte, marcado pela repercussão do caso Banco Master, que envolve investigações sobre fraudes financeiras, liquidação extrajudicial e supostas relações entre a instituição e figuras do Judiciário e da política.
Moraes é relator de inquéritos relacionados ao tema, e reportagens recentes revelaram que o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, manteve contrato de consultoria com o Banco Master no valor total de R$ 129 milhões, pagos em parcelas mensais de R$ 3,6 milhões.
A reunião foi a segunda entre os dois em janeiro: no dia 15, Lula participou de uma audiência ampliada no Palácio do Planalto com Moraes, o procurador-geral da República Paulo Gonet, o ministro da Fazenda Fernando Haddad e outras autoridades, focada em combate ao crime organizado – embora tenha ocorrido logo após Moraes abrir inquérito para apurar possível vazamento irregular de dados fiscais envolvendo ministros do STF e familiares.
O encontro privado com Moraes segue o padrão de reuniões reservadas do petista com ministros do Supremo em momentos sensíveis: em dezembro de 2025, Lula almoçou com o ministro Dias Toffoli – relator do processo do Banco Master no STF –, na presença de Haddad.
O caso Banco Master continua gerando debates sobre transparência, conflitos de interesse e independência institucional, com investigações da Polícia Federal (Operação Compliance Zero), Banco Central e STF


















