CNJ arquiva pedido de deputado para investigar suposto elo de Dias Toffoli com resort no Paraná
A Corregedoria Nacional de Justiça, órgão ligado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), decidiu arquivar o pedido apresentado pelo deputado federal Ubiratan Sanderson (PL-RS) para apurar eventual infração disciplinar do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli em relação a possíveis vínculos com o Tayayá Resort, localizado no interior do Paraná.
A decisão, proferida pelo corregedor nacional, ministro do STJ Mauro Campbell, foi tomada em 28 de janeiro de 2026 e fundamenta-se em jurisprudência consolidada: o CNJ não possui competência para exercer fiscalização disciplinar sobre ministros do STF.
O processo tramita em sigilo, conforme informado pelo conselho.
O pedido do parlamentar, protocolado recentemente, buscava investigar “possível infração disciplinar” à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman), com base em reportagens da imprensa que mencionam a presença frequente de Toffoli no resort e negociações societárias envolvendo familiares do ministro.
Sanderson alegava indícios de participação econômica indireta ou sociedade de fato oculta no empreendimento, além de questionar o custeio público de diárias de segurança para viagens à região.
O arquivamento ocorre em meio a críticas à condução de Toffoli como relator do inquérito envolvendo o Banco Master – caso que motivou diversas representações contra o ministro na PGR, no CNJ e até pedido de impeachment no Senado.
Até o momento, não há manifestação pública do ministro Dias Toffoli ou de sua assessoria sobre a decisão.


















