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Enorme frota armada dos EUA está a caminho do Irã

Trump anuncia ‘enorme armada’ maior que a enviada à Venezuela rumo ao Irã e ameaça: ‘Tempo está se esgotando’

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) que uma “enorme armada” naval americana está a caminho do Irã, descrevendo-a como superior em tamanho e poder à frota mobilizada anteriormente contra a Venezuela. A declaração, feita em sua rede social Truth Social, intensifica as tensões no Oriente Médio em meio à repressão violenta aos protestos internos no regime iraniano.

Trump destacou o porta-aviões USS Abraham Lincoln – o segundo maior da Marinha dos EUA – como o principal ativo da força naval, afirmando que ela se desloca “rapidamente, com grande poder, entusiasmo e determinação”.

Ele comparou explicitamente a operação ao caso venezuelano, que culminou na captura de Nicolás Maduro no início de janeiro.

Porta-aviões USS Abraham Lincoln

O mandatário americano reiterou que a frota está “pronta, disposta e apta a cumprir sua missão rapidamente, com velocidade e violência, se necessário”, ecoando a retórica usada na intervenção que depôs o ex-líder venezuelano.

Trump cobrou negociações urgentes com Teerã para um acordo nuclear “justo e equitativo”, sem armas nucleares, alertando que um novo confronto seria “muito pior” que a Operação Martelo da Meia-Noite (ou Midnight Hammer), que destruiu instalações nucleares iranianas em junho de 2025.

As ameaças ocorrem no contexto de uma onda de protestos massivos no Irã, iniciada no final de dezembro de 2025, contra a crise econômica, a inflação galopante e as condições sociais precárias sob o regime do aiatolá Ali Khamenei.

O governo iraniano admitiu mais de 3 mil mortes durante a repressão, enquanto a ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA) estima ao menos 5.520 civis mortos, incluindo 77 crianças, além de 77 vítimas entre as forças de segurança.

A mobilização naval reforça a pressão dos EUA sobre o Irã, que enfrenta bloqueio de internet, execuções sumárias e acusações de crimes contra a humanidade.

O chanceler iraniano Abbas Araghchi rejeitou negociações sob ameaça, enquanto comandantes da Guarda Revolucionária advertiram para “erros de cálculo” e afirmaram estar “com o dedo no gatilho”.

Especialistas em geopolítica veem a declaração como parte de uma estratégia de máxima pressão de Trump, combinando demonstração de força militar com apelos diplomáticos, similar à abordagem que levou à queda de Maduro.

O envio da frota ao Golfo Pérsico já elevou os preços do petróleo nos mercados internacionais, sinalizando preocupações com possível escalada.

Até o momento, não há confirmação oficial do Pentágono sobre ações iminentes, mas fontes citadas pela imprensa americana indicam que o grupo de ataque do Abraham Lincoln chegou à região do Comando Central dos EUA (Centcom) nos últimos dias.

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