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Trump exigi fim do programa nuclear para evitar novo ataque ao Irã

Trump impõe condições rígidas ao Irã para evitar novo ataque: Fim do programa nuclear, mísseis balísticos e apoio a milícias

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou a pressão sobre o Irã ao estabelecer três condições principais para que Washington evite uma nova ação militar contra o país. As exigências, consideradas por analistas como praticamente inaceitáveis pelo regime de Teerã, abrangem o programa nuclear, o desenvolvimento de mísseis e o suporte a grupos armados aliados na região.

As demandas de Trump incluem: 

  • Desistência total do programa nuclear, abrangendo inclusive o enriquecimento de urânio para fins civis — algo que o Irã defende como direito soberano e nunca aceitou abandonar. 
  • Abandono do programa de mísseis balísticos convencionais, visto por Teerã como essencial para sua defesa e dissuasão regional. Essa mesma condição foi um dos motivos que levaram Trump a romper com o acordo nuclear de 2015 (JCPOA) em 2018, sob influência de Israel, que criticava a ausência de limites aos mísseis. 
  • Corte imediato do apoio a milícias aliadas, incluindo o Hezbollah no Líbano, milícias xiitas na Síria e no Iraque, Hamas e Jihad Islâmica nos territórios palestinos, além dos houthis no Iêmen. Esse “eixo de resistência” é pilar estratégico da influência iraniana no Oriente Médio.

A ameaça de ataque ganhou força com o deslocamento de uma grande frota naval americana para o Golfo Pérsico, liderada pelo porta-aviões USS Abraham Lincoln, acompanhado de contratorpedeiros, bombardeiros e caças — uma presença que Trump descreveu como superior à usada em operações anteriores na região.

O presidente afirmou esperar um acordo “justo e equitativo” para todas as partes, com ênfase em “NO NUCLEAR WEAPONS”, mas alertou que, sem negociação, “o próximo ataque será muito pior” que os bombardeios de junho de 2025, quando instalações nucleares iranianas foram atingidas.

Trump já havia declarado ter “destruído” a capacidade nuclear do Irã nesses ataques, mas serviços de inteligência americanos indicam que o programa continuou avançando de forma subterrânea.

Há ainda preocupações com a cooperação militar entre Irã e Rússia: em troca de drones e mísseis fornecidos para a guerra na Ucrânia, Moscou supostamente estaria auxiliando Teerã em tecnologias nucleares, como produção de ogivas e sistemas de detonação.

Analistas destacam que o regime iraniano dificilmente capitulará, pois sua legitimidade interna se baseia na resistência a pressões externas e na manutenção de capacidades militares para sobrevivência em um entorno hostil.

O Irã rejeita negociações sob ameaça e promete retaliação “imediata” a qualquer agressão, enquanto aliados árabes do Golfo (como Catar, Omã e Arábia Saudita) manifestam relutância em apoiar uma nova ofensiva, temendo instabilidade regional.

A escalada ocorre em meio a protestos internos no Irã e à busca de Trump por um novo acordo nuclear mais restritivo que o de 2015.

O impasse pode levar a uma crise maior no Oriente Médio, com riscos de conflito ampliado envolvendo iranianos e aliados dos EUA.

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