Moraes nega visita de Magno Malta a Bolsonaro na Papudinha por filmagem com veículo oficial da senador
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou autorização para que o senador Magno Malta (PL-ES) visitasse o presidente Jair Bolsonaro no Complexo Penitenciário da Papuda (conhecido como Papudinha), onde o presidente cumpre pena em regime fechado.
A decisão, tomada em despacho recente, tem como base um episódio ocorrido em data anterior, quando um veículo oficial utilizado pelo parlamentar foi abordado pela Polícia Militar.
De acordo com informações apuradas pela defesa de Bolsonaro e confirmadas por fontes judiciais, o carro do senador estacionou nas imediações da unidade prisional e o motorista começou a realizar filmagens do entorno. A PM, ao perceber a ação, procedeu com abordagem e verificação, registrando o fato em boletim de ocorrência. Esse incidente motivou a negativa de Moraes à visita solicitada pela defesa, sob o argumento de que a conduta configuraria tentativa de captação indevida de imagens ou violação de normas de segurança do presídio.
A negativa reforça o rigor adotado pelo STF em relação ao regime de visitas a Bolsonaro, condenado a 27 anos e três meses por tentativa de golpe de Estado e atos relacionados ao 8 de janeiro de 2023. Recentemente, Moraes autorizou visitas de aliados como o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) e senadores do PL, mas manteve restrições em outros pedidos, incluindo o do presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e agora o de Magno Malta.
A defesa do ex-presidente argumenta que as visitas têm caráter pessoal e político, essenciais para manter o diálogo com parlamentares, e que a filmagem em questão não teria sido autorizada pelo senador, tratando-se de iniciativa isolada do motorista. No entanto, o ministro considerou o episódio suficiente para indeferir o pedido, mantendo o entendimento de que medidas de segurança e sigilo processual devem prevalecer.
O caso ganhou repercussão em redes sociais e veículos conservadores, com críticas à suposta seletividade nas autorizações de visitas e ao tratamento dispensado a Bolsonaro na prisão. A família e aliados continuam protocolando novos pedidos de domiciliar humanitária, alegando agravamento do estado de saúde do ex-presidente, mas sem sucesso até o momento.


















