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CPMI do INSS após recesso com foco em Lulinha

CPI do INSS retoma atividades após recesso com futuro Incerto e foco no envolvimento de Lulinha

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS retorna aos trabalhos no dia 5 de fevereiro, após o recesso parlamentar, em meio a intensas articulações políticas sobre sua continuidade e alvos prioritários.

Com o prazo regimental de 120 dias se encerrando em março, a oposição ao governo Lula pressiona por uma prorrogação de mais 60 dias, visando aprofundar as investigações sobre fraudes em descontos de aposentadorias e possíveis conexões com figuras ligadas ao Planalto, incluindo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do petista Lula da Silva.

A Polícia Federal (PF) comunicou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga a possibilidade de Lulinha ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS — considerado o principal pivô do esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários.

A apuração se baseia em diálogos entre Careca e a empresária Roberta Luchsinger, amiga próxima de Lulinha, que atuaria como elo entre as partes.

Um trecho da comunicação da PF ao STF afirma: 

“A fim de dar transparência à investigação para todos os atores da persecução penal, a partir da relação estabelecida entre Antônio Camilo e Roberta Luchsinger, vislumbra-se a possibilidade de vínculo indireto entre Antônio Camilo e terceiro que, em tese, poderia atuar como sócio oculto, por intermédio da mencionada Roberta, que funcionaria como elo entre ambos. Tal pessoa pode ser Fábio Lula da Silva.”

Embora a PF não tenha encontrado indícios diretos de participação de Lulinha nos descontos fraudulentos, a menção ao nome do filho do presidente reacendeu o debate na CPI.

Em dezembro de 2025, um requerimento de convocação apresentado pelo deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS) foi rejeitado, mas permanecem pendentes outros três pedidos, incluindo um do relator Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), que promete pautar o tema.

A comissão já se destaca como recordista em número de requerimentos entre CPIs recentes, refletindo o alto interesse político no tema das fraudes no INSS — que envolvem descontos associativos ilegais em aposentadorias e pensionistas.

O presidente da CPI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), tem sinalizado intenção de votar a convocação de Lulinha em breve, possivelmente na primeira ou segunda semana de fevereiro, após conversas com líderes partidários.

A base governista, por sua vez, articulou para barrar convocações sensíveis, como as de Paulo Boudens (ex-chefe de gabinete de Davi Alcolumbre, que recebeu R$ 3 milhões de empresa ligada a Careca) e José Ferreira da Silva (Frei Chico), irmão de Lula e vice-presidente do Sindnapi.

As investigações da PF continuam em andamento, com foco em sustentáculos políticos do esquema — como o senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de operação em dezembro — e eventuais ligações indiretas com o esquema maior de fraudes previdenciárias.

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