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PF abriu inquérito para investigar BRB

A Polícia Federal instaura inquérito para apurar suspeita de gestão fraudulenta no Banco de Brasília (BRB)

A Polícia Federal (PF) abriu um inquérito policial para investigar possíveis irregularidades na gestão do Banco de Brasília (BRB), instituição financeira controlada pelo Governo do Distrito Federal. A apuração, que tramita em sigilo, foi motivada por informações e documentos encaminhados pela própria diretoria atual do banco, após auditoria interna apontar “achados relevantes” em operações passadas.

De acordo com reportagens publicadas por veículos como CNN Brasil, O Globo, G1 e Folha de S.Paulo, o foco da investigação envolve suspeitas de gestão fraudulenta ou temerária, especialmente relacionadas a transações realizadas durante a tentativa de aquisição do Banco Master – proposta que foi indeferida pelo Banco Central em 2025. Entre os pontos questionados estão a compra de carteiras de crédito sem lastro adequado, que podem ter gerado prejuízos significativos ao BRB.

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), ao ser procurado pela imprensa, afirmou que “encara as investigações com naturalidade”. A declaração reflete a postura do governo local diante do caso, que ganhou repercussão nacional por envolver um banco estatal e possíveis impactos financeiros no erário do DF.

A abertura formal do inquérito ocorreu na última sexta-feira (30 de janeiro de 2026), e a comunicação foi feita ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do processo relacionado ao caso Banco Master. A atual administração do BRB contratou auditoria independente, cujo relatório preliminar identificou indícios de irregularidades e levou à entrega de materiais à PF.

Contexto do caso e implicações

O BRB tem sido destaque em notícias recentes devido ao episódio envolvendo o Banco Master, liquidado pelo Banco Central após indícios de fraudes. A proposta de compra pelo banco brasiliense, avaliada em bilhões, não avançou, mas operações associadas – como aquisição de títulos e carteiras de crédito – seguem sob escrutínio.

Especialistas apontam que investigações como essa são comuns em instituições financeiras públicas quando surgem denúncias internas ou externas. O sigilo do inquérito impede detalhes adicionais sobre alvos específicos, prazos ou medidas cautelares.

A PF segue colhendo elementos para verificar se houve dolo ou culpa grave na administração anterior do banco.

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