Grupo de trabalho da CAE no Senado inicia nesta quarta investigação sobre o caso Banco Master
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal instalou, nesta quarta-feira (4 de fevereiro de 2026), um grupo de trabalho dedicado a acompanhar as investigações sobre as irregularidades atribuídas ao Banco Master. A iniciativa, proposta pelo presidente da comissão, senador Renan Calheiros (MDB-AL), funciona como uma espécie de “CPI informal”, permitindo apurações sem a necessidade de instalação formal de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) ou CPMI.
O colegiado terá poderes para convocar autoridades e especialistas para audiências públicas, aprovar requerimentos de informação, solicitar documentos oficiais (inclusive sigilosos com base na Lei Complementar 105/2001), realizar diligências e contar com apoio técnico das consultorias do Senado. Ao final dos trabalhos, deverá apresentar um parecer com análises, recomendações e possíveis propostas legislativas para reforçar o controle e a fiscalização do sistema financeiro nacional.
O grupo atuará em coordenação com órgãos como Banco Central (BC), Polícia Federal (PF), Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Tribunal de Contas da União (TCU), que já investigam o caso do Banco Master – liquidado extrajudicialmente em novembro de 2025 após suspeitas de fraudes em operações de crédito, consignados, pirâmide financeira e rombos bilionários.
Composição do Grupo de Trabalho:
- Damares Alves (Republicanos-DF)
- Eduardo Braga (MDB-AM)
- Esperidião Amin (PP-SC)
- Fernando Farias (MDB-AL)
- Leila Barros (PDT-DF)
- Randolfe Rodrigues (PT-AP)
A criação do grupo ocorre em paralelo à pressão da oposição por uma CPMI do Banco Master, que já conta com mais de 280 assinaturas (incluindo 42 senadores), mas ainda depende de leitura em sessão conjunta pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), sem data definida.
O movimento da CAE representa um avanço nas apurações no Senado, enquanto o escândalo continua a gerar repercussão política e econômica, com ligações a fraudes em consignados investigadas também pela CPMI do INSS.


















