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Sem eleições de curto prazo na Venezuela, diz Jorge Rodríguez

Líder do parlamento Venezuelano descartar eleições no curto prazo: “Não teremos eleições a curto prazo, antes que a estabilização seja alcançada”

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez — irmão da presidente interina Delcy Rodríguez —, descartou a realização de eleições presidenciais no curto prazo. Em entrevista ao canal norte-americano Newsmax, o líder parlamentar enfatizou que o país precisa primeiro alcançar estabilidade política antes de qualquer pleito.

Jorge Rodríguez afirmou: “Não teremos eleições a curto prazo, antes que a estabilização seja alcançada. Se um acordo eleitoral for firmado e a estabilização progredir, elas poderão ocorrer.”

A declaração ocorre em um momento delicado da transição venezuelana. Delcy Rodríguez assumiu o poder interino em 3 de janeiro de 2026, após a captura de Nicolás Maduro por forças dos Estados Unidos. O mandato interino inicial é de 90 dias (prorrogável por mais 90), sob forte influência da administração Trump, que condiciona o apoio à estabilização do país antes de qualquer eleição.

Jorge Rodríguez, uma das figuras mais influentes do chavismo, reforçou que o foco atual está na reconciliação nacional e na recuperação econômica. Ele destacou avanços como a discussão de uma lei de anistia geral — já aprovada em primeira votação no dia 5 de fevereiro —, que pode libertar presos políticos e permitir o retorno de exilados, além de mudanças na lei de hidrocarbonetos para atrair investimentos estrangeiros, especialmente dos EUA.

A Assembleia Nacional adiou a segunda votação da anistia, que inicialmente era esperada para breve, sinalizando que o processo de estabilização ainda demanda tempo. O governo interino tem priorizado a libertação gradual de presos políticos e negociações com Washington para normalizar relações, incluindo a retomada da comercialização de petróleo sob supervisão econômica norte-americana.

A posição de Rodríguez alinha-se à visão expressa pelo presidente Donald Trump, que rejeitou eleições imediatas e defendeu que a Venezuela precisa de “tempo” para ser “consertada”.

A ausência de um calendário eleitoral claro gera debates sobre a duração da transição e o risco de prolongamento do poder interino, em um país que enfrenta desafios econômicos, humanitários e políticos há anos.

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