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Reza Pahlavi, defendeu intervenção militar dos Estados Unidos no Irã

Reza Pahlavi, filho do último Xá do Irã, pede intervenção militar dos EUA para acelerar queda do regime

O opositor exilado Reza Pahlavi, filho do último xá iraniano Mohammad Reza Pahlavi, defendeu abertamente uma intervenção militar dos Estados Unidos no Irã durante entrevista à Reuters à margem da Conferência de Segurança de Munique. Ele argumentou que tal ação poderia salvar vidas e acelerar o colapso do regime teocrático, em meio a negociações nucleares prolongadas entre Washington e Teerã.

Pahlavi destacou sinais de fragilidade interna no governo iraniano, especialmente após a repressão violenta aos protestos recentes — os mais sangrentos desde a Revolução Islâmica de 1979 —, e pediu ao presidente Donald Trump que encerre as conversas sem progresso com os líderes religiosos de Teerã.

Ele afirmou:

“É uma questão de tempo. Esperamos que este ataque acelere o processo e que o povo possa finalmente voltar às ruas e levar o movimento até a queda definitiva do regime.”

“As pessoas esperam que, em algum momento, seja tomada a decisão de que não há utilidade, não faz sentido, não vamos chegar a lugar nenhum com as negociações. Portanto, será a hora de os Estados Unidos intervirem e fazerem o que o presidente Trump prometeu fazer: apoiar o povo.”

“A intervenção é uma forma de salvar vidas.”

As declarações ocorrem em contexto de crescente pressão sobre o regime iraniano: protestos iniciados em dezembro contra dificuldades econômicas se espalharam pelo país, resultando em prisões em massa e intimidação. Pahlavi, exilado nos EUA desde antes da revolução de 1979, posiciona-se como voz da oposição monarquista e secular, defendendo que um enfraquecimento militar externo poderia impulsionar novas manifestações e uma transição democrática.

Trump já demonstrou ceticismo sobre o apoio real a Pahlavi dentro do Irã e sugeriu que medidas para causar “medo” em Teerã podem ser necessárias. Fontes americanas indicam preparativos militares para uma possível operação prolongada contra o Irã, caso as negociações nucleares fracassem.

A posição de Pahlavi reacende o debate sobre intervenção estrangeira no Irã, em um momento de tensões elevadas na região e incertezas sobre o futuro do acordo nuclear.

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