Nota foi assinada por Ciro Nogueira e Antonio Rueda
A bancada do Progressistas (PP) no Senado Federal rejeitou publicamente a nota de apoio ao ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), divulgada pela Federação União Progressista (formada por PP e União Brasil). O posicionamento, assinado pelos presidentes das siglas Ciro Nogueira (PP-PI) e Antonio Rueda (União Brasil), foi contestado por senadores que alegam falta de consulta prévia.
Em nota oficial publicada nas redes sociais na noite de sexta-feira (14), a líder da bancada, senadora Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que a decisão não passou pelo debate interno: “A bancada do Progressistas no Senado Federal informa que a posição expressa em nota divulgada pela Federação União Progressista não foi previamente debatida nem contou com a anuência desta bancada, portanto, não pode ser interpretada como representativa dos senadores do PP”.
O comunicado foi assinado também pelos senadores Dr. Hiran (PP-RR), Esperidião Amin (PP-SC), Luis Carlos Heinze (PP-RS) e Margareth Buzetti (PP-MT) — totalizando cinco dos oito integrantes da bancada do PP no Senado.
A nota contestada saiu em 13 de fevereiro, em meio à repercussão do caso Banco Master, no qual Toffoli era relator antes de passar o processo ao ministro André Mendonça. O texto da federação criticava “narrativas” que colocariam a opinião pública contra o ministro, defendendo sua atuação e alertando para riscos às instituições.
A reação dos senadores expõe divergências internas no PP, especialmente após pressões por investigações e pedidos de impeachment contra Toffoli (mais de 25 protocolados no Senado). Fontes apontam que a bancada prioriza cautela em temas sensíveis ao Judiciário, enquanto a cúpula partidária busca manter equilíbrio político.
Até o momento, nem Ciro Nogueira nem Antonio Rueda comentaram a desautorização. A nota de Tereza Cristina reforça o debate sobre unidade partidária no Centrão e o posicionamento do PP em relação ao STF em 2026.


















