Brasil registra número histórico de empresas em recuperação judicial em 2025, com alertas para aumento em 2026
O Brasil encerrou 2025 com um número inédito de empresas em processo de recuperação judicial, refletindo desafios econômicos persistentes como juros elevados, restrição ao crédito e incertezas no ambiente de negócios. Especialistas alertam para uma possível escalada em 2026, em meio a críticas políticas que associam o quadro à gestão atual do governo federal.

De acordo com dados do Monitor RGF de Recuperação Judicial, elaborado pela consultoria RGF & Associados, o país fechou o ano com 5.680 companhias em recuperação judicial, um aumento de 24,3% em comparação ao final de 2024.
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Esse patamar representa o maior já registrado na história, superando marcas anteriores e destacando a pressão sobre o setor produtivo. No quarto trimestre de 2025, foram protocolados 510 novos pedidos, envolvendo dívidas totais de cerca de R$ 40 bilhões. A região Sudeste concentra 47% dos casos, com São Paulo liderando: 1.315 empresas, ou 23,15% do total nacional.
Os setores mais afetados incluem a agropecuária, que viu um salto de 67,1% nos processos (de 295 para 493 empresas), seguido pela indústria e infraestrutura. O comércio e serviços registraram crescimentos menores, mas ainda significativos.
Analistas apontam que o recorde reflete não apenas a conjuntura econômica, mas também decisões adiadas por empresas que tentaram sobreviver a anos de inflação alta, custos crescentes e retração da demanda. “O número de companhias que recorreram ao instituto cresceu 24,3% em relação a 2024”, destaca relatório da consultoria RGF, enfatizando que a simples sobrevivência não garante recuperação estrutural.
Para 2026, o cenário acende alertas vermelhos. Mesmo com expectativas de queda na taxa Selic, fatores como juros reais ainda altos, retração do crédito bancário e incertezas eleitorais podem impulsionar novos recordes de recuperações judiciais e falências. “O setor produtivo brasileiro deve enfrentar novos recordes de recuperação judicial e falência em 2026”, preveem especialistas, citando crises de liquidez como principal risco. Casos recentes, como o da Fictor Holding Financeira (com dívidas de R$ 4 bilhões), já sinalizam que o tema permanecerá em evidência no início do ano.


















