Encontro em Brasília define chapa majoritária: Castro ao Senado, Douglas Ruas ao governo e aliança com PP e União Brasil; estratégia fortalece direita no estado e gera reações na oposição.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, reuniu-se nesta terça-feira (24) com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), na sede nacional do Partido Liberal em Brasília, para alinhar o palanque do PL nas eleições de 2026 no estado. O encontro definiu uma composição robusta para fortalecer a legenda no Rio, terceiro maior colégio eleitoral do país, com mais de 13 milhões de eleitores.
De acordo com Flávio, a articulação fechou uma aliança federativa com o PP e o União Brasil, ampliando o alcance do PL tanto no Executivo quanto no Legislativo estadual e federal. Castro, atual governador, será candidato a uma das vagas ao Senado pelo PL, enquanto o prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil), ocupa a outra vaga da chapa majoritária. Para o governo do estado, o PL indicou o secretário estadual de Cidades, Douglas Ruas (PL) — filho do prefeito de São Gonçalo, Nelson Ruas —, com vice a ser definido pelo PP (possivelmente o ex-prefeito de Nova Iguaçu, Rogério Lisboa).
A estratégia visa consolidar o PL como força dominante na direita fluminense, aproveitando a popularidade de Castro em pautas de segurança pública (com operações recentes contra o crime organizado que elevaram sua aprovação). A força do governador no estado, especialmente em temas como combate ao tráfico e milícias, tem gerado preocupação na extrema-esquerda fluminense, que vê no PL uma ameaça crescente para 2026, com risco de perda de espaço em um reduto tradicionalmente polarizado.
Flávio destacou que o objetivo é ampliar a bancada do partido na Assembleia Legislativa e na bancada federal, criando um palanque sólido para sua pré-candidatura presidencial e para o fortalecimento do bolsonarismo no Rio. A decisão implica que Castro renunciará ao governo até abril de 2026 para disputar o Senado, abrindo caminho para uma sucessão alinhada ao PL.
A reunião reforça as articulações da direita para 2026 no Rio, estado chave para a polarização nacional, em meio a debates sobre alianças e estratégias contra o PT e aliados.


















