Presidente da Câmara anuncia indicação de relator na CCJ e enfatiza diálogo com trabalhadores e empresários para evitar radicalismos; Precisa ser conduzido com responsabilidade
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), reforçou que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1 (seis dias consecutivos de trabalho por um de folga) é legítimo e reflete um anseio dos trabalhadores por mais qualidade de vida, mas deve ser conduzido com muita cautela e responsabilidade.
Em vídeo publicado nas redes sociais no último domingo (22), Motta destacou: “O Brasil está discutindo a escala 6×1 e isso é legítimo. Trabalhar por mais tempo de qualidade, mais tempo para a família, para cuidar da saúde, é um anseio de todo e qualquer trabalhador e trabalhadora”.
Ele anunciou que o relator da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) será indicado no início da semana, com tramitação sobre admissibilidade prevista até o final de março. Após isso, o texto segue para comissão especial. A medida foi acordada em reunião com o presidente da CCJ, deputado Leur Lomanto Júnior (União-BA).
Motta enfatizou a necessidade de ouvir todos os lados: “Precisamos fazer isso com responsabilidade. Por isso, além de ouvir os trabalhadores, os representantes sindicais, nós queremos ouvir também quem emprega, os empresários, para que tudo isso seja conduzido sem radicalismo, sem imposição, sem improviso, com compromisso com o nosso país”.
Em outras declarações, o parlamentar reiterou: “Essa é uma medida que tem grandes impactos para o país e precisa ser conduzida com muita responsabilidade, sem ideologia, sem atropelos e sem que o palanque eleitoral lidere essa discussão”.
A PEC em tramitação busca reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas, com distribuição que elimine a escala 6×1, garantindo mais dias de descanso. O tema ganhou força com o Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) e propostas de parlamentares como Erika Hilton (Psol-SP) e Reginaldo Lopes (PT-MG). O governo Lula acompanha de perto, com possibilidade de envio de projeto próprio para unificar textos.
Empresários e entidades do setor produtivo manifestam resistência, defendendo análise de impactos econômicos, como custos para empresas e competitividade. Motta tem atuado para equilibrar a pauta, priorizando diálogo amplo antes de votações.
A expectativa é de que o tema avance na CCJ nos próximos meses, com possível votação em plenário ainda em 2026, em meio ao calendário eleitoral.


















