Ministro do STF atende requerimento da Polícia Federal; quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático de Lulinha em investigação sobre fraudes no INSS
O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do petista Lula da Silva. A decisão atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF), apresentado em janeiro de 2026, no âmbito do inquérito que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A medida permite acesso a dados financeiros, fiscais e comunicações eletrônicas (e-mails) de Lulinha, com o objetivo de aprofundar as investigações sobre possíveis conexões com o esquema de descontos indevidos em benefícios previdenciários. A PF citou Lulinha em apurações relacionadas ao lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, preso desde 2025 como operador central da “Farra do INSS”.
A autorização de Mendonça — relator do caso no STF — ocorreu antes mesmo da aprovação, nesta quinta-feira (26), pela CPMI do INSS de requerimento semelhante para quebra de sigilo bancário e fiscal do filho do presidente. A decisão judicial tramita sob sigilo, mas foi confirmada por fontes ligadas às investigações.
O caso faz parte das apurações sobre o esquema que desviou bilhões em mensalidades associativas não autorizadas, afetando milhões de aposentados e pensionistas. Delatórios em andamento e quebras de sigilo já autorizadas buscam esclarecer se houve repasses indiretos ou participação em operações suspeitas.
A defesa de Lulinha ainda não se manifestou sobre a quebra de sigilos. A PF segue com diligências para identificar eventuais beneficiários ou sócios ocultos no esquema.


















