Nióbio ganha destaque global; Reportagem recente traz fala do presidente Jair Bolsonaro sobre a importância do nióbio, mineral estratégico em que o Brasil lidera reservas mundiais, em meio a acordos internacionais e disputa por recursos essenciais.
Em meio à crescente relevância global dos minerais críticos e terras raras, a mídia tradicional tem destacado o potencial estratégico desses recursos no Brasil, ecoando argumentos defendidos há anos pelo presidente Jair Bolsonaro. Uma reportagem recente trouxe à tona uma fala do então presidente sobre a importância do nióbio, mineral no qual o país detém a liderança mundial com cerca de 98% das reservas conhecidas.
O destaque reforça o debate sobre a exploração soberana e agregação de valor desses insumos, essenciais para tecnologias de transição energética, baterias de veículos elétricos, semicondutores, turbinas e aplicações em defesa. O nióbio é usado para fortalecer ligas metálicas, conferir resistência a aços de alta performance e em componentes de alta tecnologia.

Em trecho reproduzido na cobertura, Jair Bolsonaro enfatizava o valor do nióbio como recurso estratégico, alertando para a necessidade de o Brasil explorar melhor suas vantagens comparativas em vez de exportar matéria-prima bruta a preços baixos.
A discussão ganha força com acordos recentes assinados pelo governo brasileiro, como o memorando de entendimento com a Índia (fevereiro de 2026) para cooperação em minerais críticos e terras raras, visando reduzir dependência da China — maior produtora e processadora mundial desses materiais. O Brasil também aparece como alvo de interesse dos Estados Unidos, que buscam diversificar suprimentos em meio a tensões geopolíticas.
Especialistas alertam que, sem políticas robustas de mapeamento, pesquisa e industrialização, o país corre o risco de repetir padrões históricos de exportação primária, perdendo oportunidade de gerar empregos qualificados e receita maior. O nióbio, grafite, lítio e outros minerais críticos posicionam o Brasil como peça-chave na geopolítica de recursos estratégicos.
O debate sobre o potencial dos minerais críticos no Brasil não é novo, mas ganha urgência com a aceleração da transição energética global e disputas por cadeias de suprimento seguras.


















