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Trump levanta possibilidade de tomada amigável de Cuba

Presidente dos EUA sugere que Marco Rubio conduz diálogos em “nível muito alto”; país estaria “em sérios apuros” e sem recursos, abrindo caminho para mudança positiva.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (27) que os EUA estão em conversas com o governo de Cuba e levantou a possibilidade de uma “tomada amigável” do país insular após décadas de tensões.

Trump falou a repórteres na Casa Branca antes de partir para agenda no Texas. Ele destacou que o secretário de Estado Marco Rubio está lidando com o tema em nível elevado e descreveu a situação econômica cubana como crítica.

“Poderíamos muito bem acabar tendo uma tomada amigável de Cuba depois de muitos, muitos anos”, declarou Trump.

O presidente enfatizou a fragilidade do regime cubano:

“Eles estão em grande dificuldade e poderíamos muito bem fazer algo bom, eu acho, muito positivo para as pessoas que foram expulsas, ou pior, de Cuba e que vivem aqui”.

“Eles estão em sérios apuros, não [têm dinheiro], não têm nada neste momento”.

“Mas estão conversando conosco.”

Trump não detalhou o que entende por “tomada amigável” — se envolveria transição pacífica de regime, acordo econômico, mudança de liderança ou outro formato —, nem forneceu prazos ou condições específicas. As declarações sugerem que os diálogos atuais poderiam levar a um desfecho benéfico para exilados cubanos nos EUA, especialmente em comunidades da Flórida.

O comentário surge em contexto de pressão crescente sobre Havana: bloqueio de combustível imposto pelos EUA, críticas ao regime por instabilidade interna e recente incidente envolvendo soldados cubanos e um barco infiltrador (que resultou em mortes, incluindo de um cidadão americano, segundo Rubio). O governo cubano nega envolvimento oficial no episódio e promete defesa contra “agressão terrorista”.

As falas de Trump reforçam sua abordagem de combinar diplomacia com pressão máxima, similar à usada com a Venezuela. Analistas veem o sinal como tentativa de explorar a vulnerabilidade econômica de Cuba — agravada por sanções, crise energética e migração em massa — para forçar concessões ou mudança política.

A Casa Branca não divulgou detalhes adicionais sobre o andamento das conversas. Havana, por sua vez, confirma contatos, mas nega discussões sobre mudança de regime.

A declaração ganhou repercussão imediata em veículos internacionais, com foco no risco de escalada ou abertura inesperada nas relações EUA-Cuba.

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